Novo Coronavírus

Saúde OMS: variante sul-africana não é mais letal que outras

OMS: variante sul-africana não é mais letal que outras

Organização, no entanto, afirma que cepa é mais transmissível, assim como ocorre com a que foi identificada no Reino Unido

Variante circula desde agosto e já é predominante na África do Sul

Variante circula desde agosto e já é predominante na África do Sul

Divulgação/National Institute of Allergy and Infectious Diseases

A diretora da unidade técnica contra a covid-19 da OMS (Organização Mundial da Saúde), Maria Van Kerkhove, destacou nesta quinta-feira (18), em entrevista coletiva, que a entidade não encontrou evidências de que a variante do coronavírus SARS-CoV-2 identificada pela primeira vez na África do Sul seja mais mortal do que outras.

Também não há indícios de que ela cause um maior número de casos graves da doença ou seja mais difícil de diagnosticar.

"Foi identificado um aumento na capacidade de contágio, parecida com a que observamos na variante do Reino Unido", anunciou Van Kerkhove.

Outro aspecto que foi detectado pela OMS é que as vacinas de fabricantes como Johnson & Johnson, Novavax e AstraZeneca são menos eficazes contra esta variante, detectada em cerca de 50 países, de acordo com a organização.

A diretora do Programa de Imunização da OMS, Kate O'Brien, explicou que o teste clínico realizado com a vacina da AstraZeneca durante o período de circulação desta variante foi realizado com um pequeno número de pacientes e não incluiu ninguém que tivesse ficado gravemente doente com a covid-19.

"Isto é importante porque o que estamos vendo é que todas as vacinas tendem a ser mais eficazes com pessoas que têm doenças graves", disse a epidemiologista.

Os especialistas informaram que, apesar das diferenças da variante sul-africana em relação a outras cepas, a África do Sul demonstrou que, com as medidas de saúde pública corretas, pode ser controlada.

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