Novo Coronavírus

Saúde Pandemia permanece em patamares críticos, aponta Fiocruz

Pandemia permanece em patamares críticos, aponta Fiocruz

Boletim divulgado nesta quarta (28) mostra que apesar da queda no número de casos e óbitos, taxa de letalidade segue em alta

  • Saúde | Do R7

Mais de 13 milhões de pessoas já se recuperaram da covid-19 no Brasil

Mais de 13 milhões de pessoas já se recuperaram da covid-19 no Brasil

Amanda Perobelli/Reuters - 08.04.2021

O Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado nesta quarta-feira (28), aponta queda no número de casos, óbitos e taxas de ocupação de leitos de UTI (Unidade Terapia Intensiva) no Brasil, mas considera que a pandemia de covid-19 permanece em patamares críticos.

Isso porque, segundo o boletim, a taxa de letalidade do coronavírus no país subiu de 2%, no final de 2020, para 4,4% na última semana epidemiológica, período que corresponde entre 18 e 24 de abril. 

“O número de casos diminuiu a uma taxa de -1,5 % ao dia, enquanto o de óbitos por covid-19 foi reduzido a uma taxa de -1,8 % ao dia, mostrando uma tendência de ligeira queda, mas ainda não de contenção da epidemia”, diz a publicação.

Em relação à ocupação dos leitos de UTI, o boletim destacou a saída de Alagoas da zona de alerta crítico para a de alerta intermediário, com redução de 83% para 76% nas taxas de ocupação. Já a Paraíba saiu da zona de alerta, ao reduzir as taxas de 63% para 53%.

Para os pesquisadores da Fiocruz, “o quadro atual pode representar uma desaceleração da pandemia, com a formação de um novo patamar, como o ocorrido em meados de 2020, porém com números muito mais elevados de casos graves e óbitos, que revelam a intensa circulação do vírus no país”.

Os pesquisadores também alertaram para as medidas de flexibilização que, sem um controle rigoroso das medidas de distanciamento social, podem retomar o ritmo de aceleração da transmissão do novo coronavírus.

“Além disso, a reorganização e ampliação da estratégia de testagem é essencial para evitar novos casos, bem como reduzir a pressão sobre os serviços hospitalares”, afirmaram.

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