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Saúde Parceira da Pfizer diz confiar que vacina funcione contra cepa indiana

Parceira da Pfizer diz confiar que vacina funcione contra cepa indiana

Fundador da BioNTech admitiu fase de testes, mas empresa já testou fármaco em mais de 30 variantes com resposta satisfatória

  • Saúde | Da AFP, com R7

Vacina da Pfizer pode atuar contra cepa indiana

Vacina da Pfizer pode atuar contra cepa indiana

Jean-Francois Monier/AFP - 10.03.2021

O fundador e diretor do laboratório BioNTech, Ugur Sahin, declarou nesta quarta-feira (28) que confia na eficácia de sua vacina, desenvolvida em parceria com o grupo americano Pfizer, contra a variante indiana da covid-19.

"Ainda estamos fazendo testes, mas a variante indiana apresenta mutações que já estudamos e contra as quais nossa vacina atua, então estou confiante", afirmou Sahin.

A variante B.1.617, conhecida como variante indiana por ter sido detectada pela primeira vez no país, já foi registrada em pelo menos 17 nações, incluindo Reino Unido, Estados Unidos, Bélgica, Suíça e Itália, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"A vacina foi produzida de forma inteligente e estou convencido de que o bastião vai persistir. E se tivermos que fortalecer novamente, então vamos fazer isto, não estou preocupado”, acrescentou.

A BioNTech já testou sua vacina em mais de 30 variantes e em cada ocasião obteve, no mínimo, uma "resposta imunológica suficiente", explicou. O Brasil já encomendou 100 milhões de doses da vacina da Pfizer e recebe a primeira leva, com 1 milhão de compostos, nesta quinta-feira (29).

O diretor do laboratório alemão especializado em RNA mensageiro e que se tornou pioneiro na imunização contra a covid-19, também anunciou que sua vacina, usada na União Europeia (UE) e nos Estados Unidos desde dezembro, receberá em breve a aprovação das autoridades chinesas.

O cientista também se mostrou favorável a uma flexibilização das restrições para as pessoas vacinadas, mas pensa que "não deve acontecer de maneira muito rápida porque provocaria ciúmes".

Quando 50% ou 60% dos europeus estiverem vacinados, no fim de maio ou junho, uma "grande parte da população" poderá ser beneficiada pelas flexibilizações", opinou.

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