Pequim estende restrições após novo surto de coronavírus 

Pessoas que tiveram contato com infectados e taxistas que oferecem serviços de viagem não poderão sair da cidade, sob risco de punição severa

Pequim estende restrições após novo surto de covid

Pequim estende restrições após novo surto de covid

China Daily via REUTERS - 15.6.2020

O governo municipal de Pequim ampliou nesta terça-feira (16) as medidas de controle e prevenção epidemiológica para impedir a propagação do novo surto de coronavírus detectado no principal mercado da capital da China, de acordo com informações da imprensa local.

Assim, as pessoas consideradas "de alto risco" - como os contatos próximos dos 106 casos confirmados desde a última quinta-feira - não poderão deixar a capital e aqueles que já o fizeram, devem informar as autoridades, informou o jornal Global Times.

Além disso, o governo de Pequim proíbe que táxis e outros veículos que oferecem serviços de transportes, deixem a cidade, informou hoje a Comissão Municipal de Transportes da capital chinesa.

Aqueles que violarem essa regra serão "punidos severamente" pelas autoridades, acrescentou a agência.

O Global Times também afirma que, até agora, mais de 29 comunidades vizinhas aos mercados de Xinfadi e Yuquandong foram fechadas, deixando seus moradores confinados sob rígidos controles de segurança.

Monitorando o vírus

O governo municipal de Pequim anunciou ontem que a cidade está em um "estado de guerra" para conter o surto, e mais de 100 mil trabalhadores começaram a monitorar 7.120 comunidades para evitar uma propagação maciça.

As autoridades de saúde informaram hoje 27 novos casos registrados na segunda-feira na cidade, que está realizando testes de ácido nucleico em qualquer pessoa que tenha entrado em contato com casos confirmados ou que visitou o mercado de alimentos frescos em Xinfadi, o principal da metrópole, fechado desde o último sábado.

Cerca de 200 mil pessoas que visitaram o mercado desde 30 de maio foram entrevistadas em visitas de casa em casa, telefonemas, plataformas de mídia social e outros métodos, de acordo com a agência estatal Xinhua.