Peru tem pior dia da pandemia e soma quase 150 mil casos

O país é o segundo mais afetado pelo vírus SARS-CoV-2 em toda a América Latina, atrás apenas do Brasil

Pacientes com covid-19 atendidos em hospital de campanha montado em Lima

Pacientes com covid-19 atendidos em hospital de campanha montado em Lima

Sergi Rugrand / EFE - 20.5.2020

O Peru registrou nesta sexta-feira (29) um novo recorde diário de casos de infecção por coronavírus, com 6.506, o que deixou o país perto dos 150 mil contágios desde o começo da pandemia, com precisamente 148.285, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde do país.

Os números oficiais representam o pior dia da crise sanitária em território peruano, com 352 notificações a mais que na quarta-feira, dia em que havia sido registrado o recorde anterior. O país é o segundo mais afetado pelo vírus SARS-CoV-2 em toda a América Latina, atrás apenas do Brasil.

O total de mortes subiu para 4.230, com 131 nas últimas 24 horas, enquanto 62.791 pessoas se recuperaram, depois de terem cumprido o período de isolamento domiciliar ou ter tido alta hospitalar, 3.349 delas de ontem para hoje.

Entre todos os pacientes detectados, 8.433 foram hospitalizados, 38 nas últimas horas, e 940 permanecem em unidades de terapia intensiva, três a menos do que no relatório anterior.

Lima preocupa

Lima continua sendo o epicentro da pandemia no país vizinho, com 92.057 infectados, seguido pela província de Callao, com 10.781. A doença também vai avançando as regiões mais ao norte, com Piura, com 7.180 casos, Lambayeque (7.060), Loreto (4.109) e La Libertad (3.816).

Embora o contágio tenha aumentado no sul do território peruano, a região ainda é a menos afetada, com 407 infectados em Huancavelica, 373 em Tacna, 321 em Puno e 162 em Apurímac.

Críticas ao governo

Durante o prolongado debate que começou no Congresso nesta sexta-feira, a oposição pró-Fujimori e de esquerda focou suas críticas nas medidas do governo para enfrentar o coronavírus.

Em resposta, o ministro da Saúde, Victor Zamora, pediu aos legisladores que trabalhassem junto ao Poder Executivo durante a emergência sanitária, enquanto Zeballos reiterou que o governo espera dobrar a média de 1 mil leitos em UTIs e 10 mil em atendimento hospitalar até o final de junho.

No final de sua apresentação ao Congresso, Zamora pediu desculpas pelas deficiências que o governo pode ter apresentado durante a emergência, mas ressaltou que decisões difíceis foram tomadas com o bem-estar dos peruanos em mente e com base em evidências científicas.