Saúde Pfizer inicia teste de medicamento contra Covid-19 no Rio de Janeiro

Pfizer inicia teste de medicamento contra Covid-19 no Rio de Janeiro

Podem participar voluntários com mais de 18 anos que tenham testado positivo ou tido convívio com familiares infectados

  • Saúde | da Agência Brasil

São 29 centros autorizados a fazer os testes no Brasil

São 29 centros autorizados a fazer os testes no Brasil

Jakub Porzycki/NurPhoto/Reuters

Dois estudos clínicos iniciados no Rio de Janeiro buscam voluntários que tenham Covid-19 e estejam na fase inicial da doença, com sintomas leves, para testar um medicamento novo contra o agravamento da infecção.

Também podem participar pessoas que tenham algum familiar doente, para verificar se o medicamento evita a contaminação. Os voluntários devem ter a partir de 18 anos e serão acompanhados por 42 dias.

São 29 centros autorizados a fazer os testes no Brasil, com os tratamentos desenvolvidos pelas empresas biofarmacêuticas americanas Pfizer e Clene Nanomedicine.

Na região metropolitana do Rio de Janeiro, os estudos serão conduzidos pelo IBPClin (Instituto Brasil de Pesquisa Clínica). De acordo com o diretor médico do IBPClin, Luís Russo, os voluntários com sintomas leves participarão do teste da Clene Nanomedicine.

“A pessoa tem que estar com a Covid-19 nos primeiros cinco dias. É um estudo com um novo medicamento à base de nanotecnologia. É um composto líquido de nanopartículas de zinco e prata, para prevenir que a pessoa que pegue a doença seja hospitalizada. Ou seja, quando a pessoa pega a Covid, tem o teste positivo, ela entra em contato com o nosso centro de pesquisa para utilizar essa medicação, para prevenir que ela evolua para um caso mais grave e precise de hospitalização.”

O outro tratamento utiliza a molécula PF-07321332 e foi desenvolvido pela Pfizer. É um antiviral da classe dos inibidores de protease, associado ao ritonavir. Russo explica que esse estudo clínico é destinado a quem está com um familiar com Covid-19, mas que tenha testado negativo para a doença.

“A molécula PF-07321332 é utilizada junto com um outro antiviral, recém-aprovado pelas autoridades internacionais, que é o ritonavir, um comprimido. Estamos conduzindo um teste clínico para aquelas pessoas que não adquiriram a doença, mas que têm um familiar em casa, o marido, a esposa, uma tia, uma avó, que estão com Covid-19.”

Para ele, o tratamento em teste é um avanço importante para o combate à pandemia. Mas o médico destaca a necessidade de manter as medidas sanitárias preventivas, como o uso de máscaras, evitar aglomerações e reforçar a higiene das mãos, além de tomar a vacina.

“O Brasil tem se colocado numa posição de muita visibilidade, não só pela prevalência da doença, que vem até diminuindo, graças a Deus e graças às vacinas e ao isolamento social, o uso de máscaras, isso tudo deve continuar. Mas é muito importante a gente ter também medicamentos para tratar a Covid-19, ou para evitar que a pessoa fique doente. Porque a vacina obviamente dá uma proteção muito boa, mas ela não é 100% em todos os casos. E algumas pessoas que não tomaram a vacina podem precisar desses antivirais como tratamento da Covid-19.”

O estudo já foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), pelo Comitê de Ética em Pesquisa e pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Conselho Nacional de Saúde.

A seleção dos voluntários começou na semana passada e segue até o fim de novembro. Serão escolhidas 90 pessoas para participar do estudo clínico, que não tem custo para o voluntário. Os participantes recebem recursos para alimentação e transporte. No Rio de Janeiro, os voluntários devem comparecer à sede da IBPClin, na rua da Glória número 344, na Glória, zona sul da capital. Mais informações pelos telefones (21) 2527-7979 e (21) 98556-4888.

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