Pioneiro do transplante de medula óssea morre aos 92 anos

Médico E. Donnall Thomas realizou primeiro procedimento em 1956

E. Donnall Thomas, à direita, ganhou o Prêmio Nobel de medicina em 1990

E. Donnall Thomas, à direita, ganhou o Prêmio Nobel de medicina em 1990

AP

O médico americano E. Donnall Thomas, considerado ‘pai’ do transplante de medula óssea, morreu em Seattle, aos 92 anos.

Um porta-voz do Centro de Pesquisa de Câncer Fred Hutchinson, anunciou a morte nesse sábado (20). Ele disse que a causa foi uma doença cardíaca.

Donnall foi o primeiro médico a fazer transplantes de medula óssea em pacientes com leucemia. Sua primeira cirurgia foi em 1956. Assim, ele ganhou o Prêmio Nobel de medicina em 1990, segundo o site Huffington Post.

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O trabalho do médico está entre as melhores histórias de sucesso no tratamento do câncer. O transplante de medula óssea, junto com o seu tratamento (transplante de sangue e células-tronco), melhoraram as taxas de sobrevivência para alguns tipos de câncer de sangue. Esse aumento foi acima de 90% na cura da doença.

Donnall e sua equipe, incluindo sua esposa, Dottie, procuraram curar o câncer no sangue por meio da destruição da medula óssea de um paciente dando doses letais de radiação e quimioterapia. Em seguida, foi feito um transplante do tecido saudável para restabelecer o funcionamento do sistema imunológico.

Esse procedimento tornou-se o tratamento padrão para muitos que sofrem de leucemia e linfoma.

Este ano, cerca de 60 mil transplantes serão realizados em todo o mundo, de acordo com o Centro de Hutchinson.