Saúde Pneumonia que levou radialista à morte não foi causada por H1N2

Pneumonia que levou radialista à morte não foi causada por H1N2

Informação foi confirmada por filha de Gleides Xavier; Ministério da Saúde afirma que não há registro deste vírus no país; prevalência atual é do H1N1 

Vírus H1N2 supostamente contraído por Gleides é raro no Brasil

Gleides Xavier, 50, morreu de pneumonia

Gleides Xavier, 50, morreu de pneumonia

Reprodução/Instagram

A pneunomia que levou a radialista Gleides Xavier, 50, à morte, nesta quinta-feira (17), não foi causada pelo vírus H1N2, conforme tem sido divulgado na mídia.

A informação foi confirmada por sua filha, Victoria Xavier, por meio de sua assessoria de imprensa. "Foi feito um exame pelo Instituto Adolfo Lutz que negou qualquer tipo de vírus. A pneumonia dela foi uma pneumonia bacteriana, nada teve a ver com nenhum desses vírus", afirmou, por meio de nota.

A pneumonia é uma infecção nos pulmões que pode ser provocada por vírus, fungos ou bactérias.

Assim como o H1N1 e o H3N2, o vírus H1N2 é um subtipo do influenza A. O Ministério da Saúde afirma que o H1N2 não é de comum circulação humana, sendo prevalente em suínos. Além disso, não é predominante em nenhum lugar do mundo.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, menciona, em um artigo publicado no início de 2017, um caso deste vírus em humanos no interior do Paraná.

A pessoa infectada era uma adolescente de 16 anos que trabalhava em uma fazenda de porcos e teve contato com o rebanho. Conforme a investigação, foi confirmado que a garota havia contraído o vírus por meio do contato com os porcos.

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Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que o H1N2 não apresenta maior gravidade que os demais vírus da gripe. Assim com os outros, oferece risco de desenvolvimento de doenças secundárias, como a pneumonia, a grupos vulneráveis, como crianças, idosos, grávidas e pessoas com doenças crônicas.

Mas, como não se trata de um vírus prevalente no país, sua cepa não está inclusa na vacina trivalente, oferecida pelo Ministério da Saúde, nem na vacina quadrivalente, disponível em clínicas particulares.

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A vacina trivalente protege contra o H1N1, H3N2 e influenza B (Yamagata). Já a vacina quadrivalente inclui proteção contra mais um subtipo do influenza B (Victoria).

No momento, o vírus da gripe predominante no Brasil é o H1N1, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado semanalmente pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde.

Temia-se que o H3N2, que provocou uma das piores epidemias da gripe dos últimos anos nos Estados Unidos no ano passado, chegasse ao Brasil nesta temporada. No início do ano, o H3N2 foi o vírus predominante no país, assim como no ano passado, segundo o boletim, no entanto os especialistas não sabem precisar ainda se se trata da mesma variação.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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