Novo Coronavírus

Saúde Queiroga: É preciso 'tranquilizar a população' para enfrentar crise

Queiroga: É preciso 'tranquilizar a população' para enfrentar crise

Em agenda em Iguape (SP), ministro da Saúde anunciou visita ao agreste de Pernambuco devido a pressão no sistema de saúde

  • Saúde | Da Record TV

Queiroga ressaltou capacidade de vacinação do SUS, mas destacou dificuldade em obter vacinas

Queiroga ressaltou capacidade de vacinação do SUS, mas destacou dificuldade em obter vacinas

Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo - 26.5.2021

Diante de um possível aumento do número de casos e mortes por covid-19 nas próximas semanas, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu neste sábado (29) que o país concilie "a saúde com a retomada da economia".

Em discurso na cidade de Iguape, no interior de São Paulo, o ministro afirmou ser preciso "tranquilizar a população brasileira para que ela possa conosco enfrentar esse desafio sanitário".

A fala de Queiroga ocorre no momento em que alguns estados brasileiros voltam a ter sinais de um recrudescimento da pandemia. O próprio ministro afirmou, nesta semana, não descartar uma uma "terceira onda" da doença, embora não tenha havido queda expressiva dos indicadores desde o pico de abril.

Um dos locais a ser visitado pelo ministro é Pernambuco, estado que tem mais de 90% dos leitos de UTI destinados a pacientes com covid-19 ocupados. Queiroga está a caminho do estado nordestino neste sábado.

"Vou para o Recife e vou visitar a região do agreste pernambucano, que teve um aumento de casos uma pressão sob o sistema de saúde, e nós vamos levar concentradores de oxigênio para socorrer aquela região", explicou.

O estado de Pernambuco e outras duas unidades da federação foram alvos de um recurso do presidente Jair Bolsonaro, no STF (Supremo Tribunal Federal), contra as medidas de restrição de mobilidade que visam reduzir a curva de contágio.

Na ação proposta pela AGU (Advocacia-Geral da União), o governo sustenta que Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraná impuseram regras que "não se compatibilizam com preceitos constitucionais inafastáveis, como a necessidade de supervisão parlamentar, a impossibilidade de supressão de outros direitos fundamentais igualmente protegidos pela Constituição e a demonstração concreta e motivada de que tais medidas atendem ao princípio da proporcionalidade".

Em audiência pública na Câmara dos Deputados, na quarta-feira (26), Queiroga falou sobre a "preocupação" com a terceira onda e associou um eventual aumento de casos à flexibilização de medidas impostas por prefeitos e governadores para conter o avanço do vírus.

"A terceira onda é uma preocupação, assistimos agora uma redução da tendência de queda de óbitos. Isso pode ser resultado da flexibilização das medidas de bloqueio. Quando abre, naturalmente, surge novos casos. Se essa tendência é desmesurada, vai ter uma nova pressão ao sistema de saúde, que posteriormente se reflete em óbitos. Mas também pode ser fruto de uma variante e ainda não temos essa resposta ainda", afirmou.

Meta de vacinação ousada

Queiroga voltou a falar neste sábado que o país tem capacidade para vacinar 2,4 milhões de pessoas por dia, mas admitiu dificuldades na chegada de insumos e vacinas prontas. "A dificuldade com vacinas é mundial não é só do Brasil", argumentou.

Segundo o ministro, está mantida a previsão de vacinar toda a população adulta até o fim deste ano. "É um desafio não só para o Brasil mas para o mundo inteiro. Mas se nos unirmos contra o nosso único inimigo, que é o vírus, nós vamos conseguir", discursou.

Últimas