Coronavírus

Saúde Rede privada negocia compra de 5 milhões de doses de vacina indiana

Rede privada negocia compra de 5 milhões de doses de vacina indiana

Imunizante, que está na fase três de testes, conseguiu produzir anticorpos contra o coronavírus sem efeitos colaterais graves

  • Saúde | Do R7

Imunizante Covaxin ainda precisa de autorização da Anvisa para uso emergencial no Brasil

Imunizante Covaxin ainda precisa de autorização da Anvisa para uso emergencial no Brasil

Daniel Becerril/Reuters - 29.12.2020

A ABCVAC (Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas) confirmou na tarde deste domingo (3) que está negociando a compra de cinco milhões de doses da vacina para covid-19 criada pelo laboratório indiano Bharat Biotech. A informação foi confirmada ao Portal R7 pela assessoria de imprensa da entidade.  

O imunizante Covaxin, que recebeu autorização para uso emergencial na Índia, no sábado (2), ainda precisa de autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes de ser aplicado em território brasileiro. 

No país de origem, o estudo com o medicamento já está na fase três dos testes clínicas. Os resultados preliminares, no entanto, indicaram que a vacina conseguiu produzir anticorpos contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) e, também, não causou efeitos colaterais graves nos voluntários. 

“Essa deve ser a primeira vacina disponível para o mercado privado brasileiro, por meio de um MOU (Memorandum of Understanding) assinado com a ABCVAC”, comenta Geraldo Barbosa, presidente da entidade, em texto enviado à imprensa. 

De acordo com a Anvisa, órgão federal que é responsável pela regulamentação de imunizantes no Brasil, a autorização para uso emergencial é temporária e deve priorizar o SUS (Sistema Único de Saúde) e toda a extensão da rede pública. Entretanto, não há nenhuma restrição para que um laboratório formalize um pedido para atender a rede privada. 

“Inicialmente a notícia era de que as clínicas privadas brasileiras não teriam doses disponíveis, porém, com a entrada desse novo player no mercado, tivemos a oportunidade de negociação. Estamos muito felizes em ter a chance real de contribuir com o governo na cobertura vacinal, utilizando da saúde suplementar para desafogar os gastos públicos", completa. 

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