Coronavírus

Saúde Rede privada no Brasil não terá vacinas contra covid por enquanto

Rede privada no Brasil não terá vacinas contra covid por enquanto

Representante da Anvisa explica que imunizantes que obtiverem autorização para uso emergencial serão usados apenas no SUS

  • Saúde | Fernando Mellis, do R7

Anvisa anunciou regras para uso emergencial de vacina

Anvisa anunciou regras para uso emergencial de vacina

Ettore Ferrari/EFE/EPA - 30.10.2020

As vacinas contra a covid-19 que obtiverem autorização de uso emergencial no Brasil somente poderão ser utilizadas na rede pública para grupos específicos definidos pelo governo, informou a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nesta quarta-feira (2).

A autorização de uso emergencial mantém as vacinas na condição de "experimental" e é diferente do registro definitivo, que depende de estudos conclusivos mais extensos. 

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O gerente-geral Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, explica que, por se tratar de produtos que requerem acompanhamento do público vacinado, o uso ficará restrito ao governo.

"Elas [vacinas] só poderão ser destinadas a programas de governo, programas específicos para que se possa, então, ter um controle. Isso não é um registro, é uma autorização de uso emergencial com foco específico em um programa de vacinação."

Os estudos clínicos de fase 3 têm previsão para durar cerca de dois anos desde a data de início, o que significa que resultados consolidados sobre efeitos eficácia, principalmente, devem ser publicados somente em 2022.

Neste período, se a pandemia continuar no Brasil, é facultada às empresas desenvolvedoras de vacina a possibilidade de solicitar a autorização para uso emergencial.

"Se não tiver uma situação de emergência, não justifica nós não aguardarmos todos os dados, a completude das informações", observa Mendes.

Na segunda-feira (1º), o Ministério da Saúde apresentou um esboço de como será o programa de imunização contra a covid-19

A primeira fase será para trabalhadores da saúde, idosos acima de 75 anos, idosos acima de 60 anos que vivem em casas de repouso ou instituições psiquiátricas e indígenas. Em seguida, serão idosos de 60 a 74 anos.

A fase 3 inclui pessoas com comorbidades, como doenças crônicas. Na sequência, professores, trabalhadores de forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e detentos.

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