Coronavírus

Saúde Reforço com vacina diferente causa mais reação adversa? Entenda

Reforço com vacina diferente causa mais reação adversa? Entenda

Especialista explica que a reação às vacinas é individual e que não é possível prever quem terá sintomas após a aplicação

Dose de reforço começou a ser aplicada em setembro no Brasil

Dose de reforço começou a ser aplicada em setembro no Brasil

Reprodução/Flickr

A campanha de vacinação contra a Covid-19 tem avançado com a dose de reforço para idosos e profissionais da saúde, primeiro grupo a ser imunizado no Brasil no começo deste ano, quando a CoronaVac começou a ser aplicada. Para o reforço, o Ministério da Saúde determinou que a vacina da Pfizer seja priorizada.

Apesar de estudos demonstrarem que a aplicação de um imunizante diferente potencializa a resposta imunológica contra o SARS-CoV-2, ainda não é possível dizer que a combinação possa causar mais reações adversas, segundo Ana Paula Burian, diretora Regional Espírito Santo da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).

“Não há como prever quem terá reação ou não, isso é individual, e pode ser que a pessoa teve mais reação nas primeiras duas doses e que agora não vai ter”, afirma a especialista. Ela destaca que entre as plataformas de vacinas disponíveis, a da AstraZeneca é a mais reatogênica e, por isso, não foi priorizada pelo Ministério da Saúde. A aplicação de outras vacinas como reforço só deve ocorrer se a da Pfizer estiver indisponível.

“Estamos vendo um aumento de 20 vezes de anticorpos em pessoas que tomaram CoronaVac e agora estão recebendo a vacina da Pfizer. O que precisamos entender é que quanto maior a quantidade de pessoas vacinadas, maiores as chances de ocorrerem reações mais raras”, explica Ana Paula.

No caso de pessoas imunodeprimidas, que também vão receber a terceira dose de uma vacina anti-Covid, Ana Paula explica que não se trata de um reforço e, sim, de uma dose para complementar o esquema vacinal deste grupo.

“Se chama reforço quando as pessoas respondem super bem à vacina, criam anticorpos, e com o passar do tempo essa proteção diminui. No caso de  imunodeprimidos, eles não respondem bem às duas doses, então é necessário aplicar uma terceira em um intervalo menor. Uma analogia que explica é que um adulto saudável toma 3 doses de 1ml para hepatite B e um imunodeprimido precisa tomar 4 doses de 2ml”, explica a especialista. 

O Vacinômetro do R7 mostra que mais de 6,6 milhões de pessoas já receberam a dose de reforço no país, o que corresponde a 6% da população já imunizada com as duas doses ou uma vacina de dose única.

Acompanhe o Vacinômetro em tempo real:

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