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Saúde Reinfecção é rara, só que acontece mais entre idosos, aponta estudo

Reinfecção é rara, só que acontece mais entre idosos, aponta estudo

Pesquisa mostra que pessoas com mais de 65 anos têm 47% de proteção contra pegar covid de novo, já nos mais jovens é de 80% 

  • Saúde | Do R7

Idosos têm mais chances de pegar covid novamente

Idosos têm mais chances de pegar covid novamente

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A reinfecção da covid-19 é rara, mas é mais fácil acontecer entre as pessoas acima dos 65 anos, do que nos mais jovens. Essa foi a conclusão de uma pesquisa feita pelo Statens Serum Institut, de Copenhague, na Dinamarca, e publicada na última quarta-feira (17), na revista científica Lancet.

No país europeu, os exames de PCR são gratuítos e foram feitos em mais de 4 milhões de pessoas do começo da pandemia até o fim de 2020. Os pesquisadores usaram esse banco de dados e compararam resultados da primeira e da segunda ondas. Entre 110 mil infectados no começo da doença, 72 ficaram doentes novamente entre os meses de setembro e dezembro.

O resultado mostra que a reinfecção é difícil, mas chamou atenção que entre os reinfectados que as pessoas com mais de 65 anos apresentam uma taxa de resistência ao vírus de 47%, enquanto nos mais jovens esse número é de 80%. 

"Nosso estudo confirma o que vários outros pareciam sugerir: a reinfecção pela covid-19 é rara em pessoas mais jovens e saudáveis, mas os idosos correm maior risco de contraí-la novamente", disse Steen Ethelberg, pesquisador do instituto da Dinamarca.

A pesquisa reforçou a indicação de políticas públicas voltadas à população nessa faixa etária.  "Como os idosos também têm maior probabilidade de apresentar sintomas graves de doenças e, infelizmente, morrer, nossas descobertas deixam claro como é importante implementar políticas para proteger os idosos durante a pandemia.”

Duração da imunidade

O estudo também verificou que, pelo menos durante seis meses, pessoas que já tiveram covid não apresentaram queda na taxa de imunidade. Mas, os cientistas afirmam que esses dados não são definitivos e indicam necessidade de vacinar mesmo que já ficou doente. 

Uma das conclusões do estudo foi: "Nossos dados indicam que a vacinação de indivíduos previamente infectados deve ser feita porque a proteção natural não pode ser invocada."

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