Respirador de baixo custo fabricado em 2h entra em fase final de testes

Protótipo desenvolvido pela USP deve entrar em produção nesta semana e é alternativa à importação de aparelho usado no tratamento da covid-19 

O protótipo do respirador, desenvolvido pela USP em parceria com o IFSP e a Marinha

O protótipo do respirador, desenvolvido pela USP em parceria com o IFSP e a Marinha

Escola Politécnica USP

Um respirador de baixo custo que pode ser produzido em menos de duas horas entrou em fase final de testes para ser fabricado a partir desta semana. O projeto do Inspire, desenvolvido pela USP (Universidade de São Paulo) junto ao IFSP (Instituto Federal de São Paulo) e a Marinha do Brasil é uma alternativa à importação de aparelhos para atender a demanda dos hospitais no combate à covid-19.

Leia mais: Como funcionam os respiradores e por que eles são chave na luta contra a covid-19

Segundo o instituto, a documentação referente aos testes realizados já foi enviada aos órgãos de validação com a possibilidade do resultado sair ainda nesta semana. 

O respirador é utilizado em última instância, quando o paciente não consegue mais respirar com os próprios esforços, tamanha a infecção no pulmão. A falta do equipamento nos hospitais pode ser trágica caso sejam muitos os casos graves que necessitem do aparelho.  

Até agora, estes instrumentos estão sendo importados de outros países ou comprados pelos governos estaduais de estabelecimentos privados.   

Doação de aparelhos

O IFSP também tem combatido a pandemia do coronavírus com a doação de protetores de rosto. Pelo menos 9.500 devem ser enviados para outros institutos da rede federal, o que pode ajudar mais estados. 

Na última semana de abril, o IFSP enviou uma remessa de 5.500 hastes de faceshields para outros Institutos da Rede Federal. Foram enviadas 3.000 peças para o Instituto Federal de Brasília (IFB) e 2.500 para o Instituto Federal do Mato Grosso do Sul (IFMS). Outras 4.000 hastes já estão prontas e separadas para os Institutos Federais do Rio de Janeiro (IFRJ) e de Minas Gerais (IFMG), sendo 2.000 para cada. 

De acordo Breno Teixeira, diretor do Câmpus Suzano, o IFSP já recebeu solicitações para a produção de cerca de 30.000 faceshields. Essas solicitações vêm de secretarias municipais de saúde, Santas Casas, hospitais públicos, Samu, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, entre outros. Desses, em torno de 15.000 já foram enviados diretamente ao solicitante ou aos câmpus. O restante está sendo separado e distribuído em dois polos, Suzano e Votuporanga.