Risco de maior disseminação do coronavírus continua alto, diz OMS

Entidade estima que países terão que investir cerca de R$ 2,8 bilhões nos próximos meses para conter epidemia de novo vírus

Epidemia já é considerada emergência global de saúde

Epidemia já é considerada emergência global de saúde

EFE/EPA/ALEX PLAVEVSKI

A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou na tarde desta terça-feira (4) que o risco do coronavírus se tornar mais disseminado mundialmente continua alto.

Analisando o atual estágio da doença, já considerada uma emergência global de saúde pública, a entidade estimou que a comunidade internacional terá de investir, entre fevereiro e abril deste ano, aproximadamente US$ 675,6 milhões (R$ 2,8 bilhões) em políticas públicas para ajudar países a conter o surto de coronavírus.

Em painel da organização, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez um chamado aos Estados-membros para o desenvolvimento de diagnósticos, remédios e vacinas que possam manter o surto "sob controle".

"Também estamos aprimorando nossa comunicação para conter a disseminação de rumores e desinformação", ressaltou.

A cúpula da OMS também destacou que os casos fatais de contaminados estão associados a pessoas com mais de 60 anos — ou seja, que integram um grupo de risco — e que medidas para evitar impactos socioeconômicos da doença não estão no escopo da instituição.

De acordo com a entidade, ainda não está claro qual animal deu origem ao coronavírus.