Coronavírus

Saúde RNA de vacinas da Pfizer e Moderna não passa para leite materno

RNA de vacinas da Pfizer e Moderna não passa para leite materno

Associação falava sobre baixa chance de componentes da vacina serem transferidos para o leite, o que estudo não identificou

  • Saúde | Do R7

Vacinas da Pfizer e Moderna são baseadas em RNA mensageiro

Vacinas da Pfizer e Moderna são baseadas em RNA mensageiro

Joseph Prezioso / AFP

Um pequeno estudo feito por pesquisadores norte-americanos concluiu que o RNA mensageiro usado como base dos imunizantes das vacinas contra covid-19 da Pfizer/BioNTech ou da Moderna não é transferido ao leite materno. 

Em uma carta publicada no JAMA (Jornal da Associação Médica Americana) Pediatrics, o grupo da Universidade da Califórnia mostra resultados da análise de amostras do leite materno de sete mulheres, com idade média de 37,8 anos, coletadas em intervalos de 4 a 48 horas após a vacinação.

"Esses resultados fornecem evidências iniciais importantes para fortalecer as recomendações atuais de que o RNAm relacionado à vacinação não é transferido para a lactante, e que indivíduos em lactação que recebem a vacina baseada em RNAm de covid-19 não devem parar de amamentar. Além disso, qualquer RNAm residual abaixo dos limites de detecção em nosso ensaio sofreria degradação pelo sistema gastrointestinal do bebê, reduzindo ainda mais a exposição do bebê", anotam os autores.

Anteriormente, a Academia de Medicina da Amamentação dos EUA chegou a falar sobre "um risco pouco plausível de que as nanopartículas ou RNAm da vacina entrem no tecido mamário ou sejam transferidos para o leite".

O estudo publicado no JAMA, embora feito com apenas sete mulheres e 13 amostras de leite materno, é um passo inicial para encorajar mães vacinadas a continuarem amamentando.

Por fim, os autores ressaltam que "dados clínicos de populações maiores são necessários para estimar melhor o efeito dessas vacinas sobre os resultados da lactação".

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