Coronavírus

Saúde Rússia está disposta a dividir dados da Sputnik V com empresas

Rússia está disposta a dividir dados da Sputnik V com empresas

Anúncio foi feito após as farmacêuticas Sanofi e GSK informarem que as suas vacinas contra a covid-19 ficarão prontas com atraso

  • Saúde | Da EFE

Rússia vai dividir dados com empresas para ajudar a produzir vacina contra a covid-19

Rússia vai dividir dados com empresas para ajudar a produzir vacina contra a covid-19

Maxim Shipenkov/EFE/EPA - 05.12..2020

A Rússia está disposta a dividir dados e informações que detém com companhias farmacêuticas internacionais para ajudá-las a desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus, segundo divulgaram nesta sexta-feira (11) os criadores da Sputnik V, que já está sendo aplicada em Moscou.

"A #SputnikV está disposta a compartilhar tecnologia com a Sanofi e a GSK para ajudá-las a desenvolver sua próxima vacina. Uma aliança de diferentes produtores é o caminho do futuro. Juntos somos mais fortes", indicou o perfil oficial no Twitter do agente imunológico, que é produzido pelo Centro de Pesquisas Gamaleya e pelo Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF).

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A oferta foi feita depois que as duas companhias divulgaram nesta sexta-feira que a vacina contra o novo coronavírus em que estão trabalhando não ficará pronta até o começo do segundo semestre de 2021, ficando atrasada, pelo menos, para os últimos três meses do ano que vem.

Por meio de comunicado, a Sanofi explicou que o adiamento foi provocado pela "resposta insuficiente" observada entre as pessoas idosas durante as segunda e terceira fases dos testes clínicos sde desenvolvimento.

A Rússia garante que o fator diferencial da Sputnik V reside no uso de dois vetores diferentes, baseados em DNAs humanos, "o que permite a geração de uma resposta imunológica mais forte e mais duradoura do que vacinas que usam apenas um vetor para as duas doses".

Moscou iniciou no último sábado a vacinação contra o novo coronavírus com a Sputnik V. Inicialmente, a campanha é voltada para pessoas, desde que previamente cadastradas, que têm entre 18 e 60 anos e são integrantes de grupos de risco prioritários, no caso, funcionários da saúde, de atendimento social e professores.

Segundo anunciou ontem, Alexandr Guintsburg, diretor do Centro Gamaleya, mais de 150 mil pessoas foram imunizadas.

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