Rússia registra um segundo medicamento para tratar covid-19

O primeiro foi o antiviral Afivavir, que tem se mostrado eficiente nos testes clínicos; o novo remédio foi desenvolvido inicialmente para artrite reumática

O novo remédio evita a tempestade de citocinas causada pelo novo coronavírus

O novo remédio evita a tempestade de citocinas causada pelo novo coronavírus

Pixabay

O Ministério da Saúde da Rússia informou neste sábado (6) que registrou um segundo medicamento para o tratamento da covid-19 criado pela empresa de biotecnologia BIOCAD.

O nome remédio, chamado Levilimab, que será comercializado sob o nome ILSIRA, é um inibidor da glicoproteína interleucina-6 e permite que ela contenha a resposta imune do corpo e evite a tempestade de citocinas causada pelo novo coronavírus em casos graves.

Leia também: Brasil tem 35.026 mortes e 645.771 casos confirmados de covid-19

"Recomenda-se tratar pacientes gravemente doentes, quando a chamada tempestade de citocinas se desenvolve, a inflamação exagerada devido ao coronavírus que danifica tecidos e órgãos, principalmente o pulmão", diz o comunicado da Health.

O novo medicamento, desenvolvido inicialmente para o tratamento da artrite reumática, foi registrado em um processo rápido, procedimento contemplado pelo governo para situações de emergência.

Saiba mais: Resultado da vacina contra covid-19 da Oxford deve sair em setembro

"Acho que conseguiremos controlar as complicações causadas pela covid-19 e minimizar as graves consequências", escreveu o CEO do BIOCAD, Dmitri Morozov, no Facebook.

Em 31 de maio, o Ministério da Saúde da Rússia registrou o primeiro medicamento antiviral para o tratamento da covid-19, o Afivavir, que foi altamente eficaz durante os ensaios clínicos.

Segundo dados oficiais, até o momento a Rússia acumula 458.698 positivos para o coronavírus e houve um total de 5.725 mortes atribuídas à doença, 197 delas nas últimas 24 horas.

Moscou, com mais de 12 milhões de habitantes, é a principal fonte de infecção no país, com um total de 193.061 casos confirmados e 2.864 mortes causadas pela covid-19.