Novo Coronavírus

Saúde Saiba mais sobre a vacina da Johnson, a 5ª liberada pela Anvisa

Saiba mais sobre a vacina da Johnson, a 5ª liberada pela Anvisa

Principais vantagens do imunizante são aplicação em dose única e armazenamento em temperatura de geladeira comum

  • Saúde | Do R7

Vacina da Johnson & Johnson já foi aprovada em outros 35 países, incluindo EUA

Vacina da Johnson & Johnson já foi aprovada em outros 35 países, incluindo EUA

Ettienne Laurant/EPA/EFE

A liberação da vacina da Janssen (braço farmacêutico da Johnson & Johnson) representa para o Brasil um novo passo na campanha de imunização contra a covid-19, embora as primeiras doses estejam previstas somente para o quarto bimestre deste ano.

Trata-se de uma vacina que usa como tecnologia um adenovírus (vírus causador do resfriado comum) incompetente para replicação e modificado para conter pedaços genéticos da proteína de pico do coronavírus, que é a parte por onde ele se conecta aos receptores de células humanas.

A aplicação é de 0,5 ml por via intramuscular (braço). É a única vacina até o momento que exige apenas uma dose.

Uma vez no organismo, o sistema imunológico começa a produzir anticorpos contra o vírus causador da covid-19 sem que haja risco de adoecimento da pessoa vacinada.

Os estudos feitos ao redor do mundo com cerca de 43 mil participantes demonstraram, além da segurança da vacina, que ela é capaz de proteger em 67% contra covid-19 sintomática, e 85% contra casos graves.

Além desta, a Anvisa já autorizou as seguintes vacinas: CoronaVac, Covishield/AstraZeneca, Oxford/AstraZeneca/Fiocruz e Pfizer/BioNTech. 

Outro ponto positivo é a temperatura de armazenamento das ampolas, que podem ser mantidas em temperatura de geladeira comum: 2°C a 8°C. 

Contraindicações e efeitos colaterais

A FDA (Food and Drugs Administration) dos Estados Unidos — equivalente à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) — listou uma série de contraindicações.

Segundo o órgão, quem for tomar a vacina deve informar sobre a condição médica se:

• tem qualquer tipo de alergia,
• tem febre,
• tem disfunções hemorrágicas ou esteja usando anticoagulante,
• tem comprometimento do sistema imunológico ou estiver tomando medicamento que afete o sistema imunológico,
• está grávida ou planeja engravidar,
• está amamentando
• recebeu outra vacina contra covid-19.

Durante os estudos clínicos, os efeitos colaterais mais comuns relatados em quem tomou a vacina da Johnson foram:

• Reações no local da injeção: dor, vermelhidão da pele ou inchaço.
• Reações gerais: dor de cabeça, cansaço, dores musculares, náuseas e febre.

A agência norte-americana também alerta que "existe uma chance remota" de a vacina causar uma reação alérgica grave, como qualquer outro medicamento ou vacina, "entre alguns minutos a uma hora" após a injeção.

Os sinais incluem: dificuldade para respirar, inchaço no rosto ou garganta, batimentos cardíacos acelerados, erupção cutânea intensa por todo o corpo, tontura e fraqueza.

Vale ressaltar que os efeitos adversos ocorrerem em uma minoria de vacinados, o que fez com que agências reguladoras dos países onde o produto já foi aprovado considerassem que há mais benefícios do que riscos associados.

Incertezas

Na apresentação que fez nesta quarta-feira durante a reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, Gustavo Mendes, listou alguns pontos que ainda não estão muito claros em relação ao produto, mas que não são impeditivos ao uso neste momento.

• Não se sabe ao certo por quanto tempo as pessoas vacinadas vão permanecer protegidas.
• Há poucas informações sobre o uso da vacina em grávidas.
• Não há dados sobre a administração concomitante com outras vacinas.
• Faltam evidências de que a vacina seja capaz de prevenir a transmissão entre indivíduos (protege o adoecimento apenas de quem está vacinado, mas este pode continuar passando o vírus a outros).
• Existem incertezas em relação à proteção contra covid-19 causadas por novas variantes do coronavírus.

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