Coronavírus

Saúde Sanofi espera ter vacina contra covid-19 em dezembro

Sanofi espera ter vacina contra covid-19 em dezembro

Embora chegue atrasado na corrida por imunizantes, laboratório promete produto mais barato do que outros já em uso

Vacina em desenvolvimento pela Sanofi é aplicada em duas doses

Vacina em desenvolvimento pela Sanofi é aplicada em duas doses

Martin Joppen/EFE/EPA - 15.09.2020

O grupo farmacêutico francês Sanofi espera ter pronta uma vacina contra covid-19 em dezembro deste ano. Atualmente, o imunizante se encontra na terceira fase de ensaios clínicos — a última antes do pedido de registro.

O presidente da Sanofi na França, Olivier Bogillot, explicou nesta segunda-feira (5), em entrevista à emissora France Inter, que esse imunizante (em duas doses) usa a mesma tecnologia de uma vacina para a gripe.

"É uma tecnologia comprovada há anos", que se baseia em uma proteína recombinante com um adjuvante que estimula o sistema imunológico, disse ele.

Apesar das censuras que foram feitas na França à gigante farmacêutico por chegar muito mais tarde do que outras empresas que puderam desenvolver suas vacinas com muitos meses de antecedência, Bogillot insistiu que a vacina da Sanofi será muito útil.

Primeiro, porque mesmo na França uma parte dos cidadãos ainda não foi vacinada, porque uma alta porcentagem terá que ser atingida para obter imunidade coletiva e porque ainda existem grandes necessidades em todo o mundo, já que por enquanto apenas 20% receberam pelo menos uma dose.

Além disso, ele estava convencido de que uma terceira dose de reforço deverá ser administrada.

A secretária de Estado do Consumidor da França, Agnès Pannier-Runacher, lembrou esta segunda-feira, em outra entrevista à France Info, que a União Europeia está negociando a compra de vacinas da Sanofi e que o processo "está progredindo bem".

Pannier-Runacher, que destacou que os resultados dos testes da fase 2 foram excelentes e que o produto desenvolvido pela Sanofi tem algumas virtudes que podem torná-lo útil principalmente em países em desenvolvimento por ser armazenado em geladeira e ser mais barato que vacinas de tecnologia de RNA mensageiro.

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