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Saúde Sarampo infecta 76 cadetes da FAB em SP; saiba como se proteger

Sarampo infecta 76 cadetes da FAB em SP; saiba como se proteger

Vacinação é única forma eficaz de proteção contra a doença. Em 2019, país atingiu 99,4% de cobertura vacinal, o melhor resultado dos últimos cinco anos

  • Saúde | Do R7

Campanha nacional de vacinação contra o sarampo vai até 13 de março

Campanha nacional de vacinação contra o sarampo vai até 13 de março

Leandro Ferreira/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Com a notícia de que um surto de sarampo atingiu 76 cadetes da Academia da Força Aérea (AFA) em Pirassununga, no interior do estado de São Paulo, dúvidas sobre a doença e sua prevenção voltam à tona. Veja respostas para as questões mais frequentes sobre a doença:

Devo tomar o reforço da vacina contra o sarampo?

A campanha nacional de vacinação contra o sarampo vai até 13 de março. Caso tenha o registro das duas doses da vacina na carteira de vacinação, sendo a primeira dose tomada após 1 ano de idade, não é preciso tomar o reforço, explica o pediatra Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Somente após o ano 2000 é que a vacina contra o sarampo passou a ser ministrada em duas doses no país. Portanto, quem nasceu antes de 2000 provavelmente não tomou a segunda dose e deve tomar o reforço. A vacina monovalente, que era ministrada em uma única dose antes de 1 ano de idade, não era tão eficaz como a trivalente, oferecendo apenas 70% de proteção, por causa da interferência dos anticorpos da mãe, explica o médico.

Há outras formas de se proteger contra o sarampo, além da vacina?

Receber duas doses da vacina contra o sarampo após os 12 meses de idade é a única maneira de se prevenir da doença. O esquema vigente do Ministério da Saúde para crianças é o de uma dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) ao 1 ano de idade e uma da quadrupla viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) ao 1 ano e 3 meses de idade. A tríplice viral é oferecida gratuitamente em duas doses até os 29 anos ou em uma dose dos 30 aos 49 anos. Os demais podem recorrer a clínicas privadas.

Crianças são mais suscetíveis à doença?

Não, mas há um risco maior de complicações, pois seu sistema imunológico ainda não está completamente formado, segundo Cunha. Bebês de 6 a 11 meses estão entre os mais vulneráveis ao sarampo. Os sintomas na criança são os mesmo que ocorrem no adulto: febre alta, bolinhas no corpo, tosse, dor de garganta e conjuntivite. A diferença é que há maior chance em se tornar grave, evoluindo para complicações como pneumonia, problemas gastrointestinais, encefalite e meningite, explica o médico.

Grávidas não podem tomar a vacina. Como se proteger?

A primeira forma de proteção é que todas as pessoas do seu meio, como familiares e colegas de trabalho, estejam vacinados, explica o especialista. Já em relação a espaços públicos, como é uma doença transmitida pelas vias respiratórias, a única forma de garantir a proteção, caso haja um surto, seria evitar aglomerações e ambientes fechados. Juarez ressalta que mulheres que estão planejando uma gestação devem tomar a vacina pelo menos um mês antes de engravidar. Vale ressaltar que, além de grávidas, imunodeprimidos, quem está com febre ou com quadro infeccioso não deve tomar a vacina.

Sarampo mata?

Sim. Em 2020, o Brasil já registrou as mortes de duas crianças: um bebê de 8 meses, no Rio de Janeiro, e uma criança em São Paulo

Quem já teve sarampo deve tomar a vacina de reforço?

Quem já teve comprovadamente sarampo não precisa tomar reforço da vacina, pois está imune à doença, explica o médico. "Mas é necessário que seja comprovadamente, porque há muitas doenças com sintomas similares. Se ficar na dúvida, pode tomar. Não há problema uma pessoa que já teve sarampo tomar a vacina contra a doença", afirma.

Idosos não estão entre os grupos de risco?

Pessoas com mais de 60 anos, teoricamente, tiveram sarampo na infância, pois era uma doença altamente prevalente e não precisam desse reforço, segundo o médico.

Quem perdeu a carteira de vacinação e não sabe quantas doses tomou, como deve agir?

Em casos de perda da carteira de vacinação, que impossibilita a checagem das doses de vacina tomadas durante a vida, o médico orienta que sejam ministrados duas doses do imunizante. "Não há problema tomar uma dose a mais, caso já tenha tomado. Melhor tomar a mais do que a menos", explica o pediatra.

Arte/R7

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