Sarampo
Saúde Sarampo ultrapassa 4 mil casos em SP e mais de 55% estão na capital

Sarampo ultrapassa 4 mil casos em SP e mais de 55% estão na capital

As três mortes em decorrência da doença ocorreram no Estado de São Paulo; campanha dirigida a bebês entre 6 e 12 meses está em andamento  

Sarampo ultrapassa 4 mil casos em SP e mais de 55% estão na capital

A vacina tríplice viral protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola

A vacina tríplice viral protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Estado de São Paulo registra 4.299 casos confirmados de sarampo, segundo boletim divulgado nesta quarta-feira (18) pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Mais de 55% das ocorrências se concentram na capital, com 2.397 casos.

Na última semana de agosto, três mortes decorrentes da doença foram confirmadas. As vítimas são um homem de 42 anos da capital paulista que não sido submetido a cirurgia e não havia tomado vacina, e dois bebês, sendo uma menina de 4 meses, de Osasco, e um menino de 9 meses, da cidade de São Paulo.

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A campanha de vacinação com enfoque em bebês entre 6 e 12 meses continua em andamento no Estado, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde. Essa faixa etária é a mais vulnerável a complicações da doença e morte e equivalem a 13% do total de casos registrados em São Paulo.

Essa dose, antes de 1 ano de idade, está sendo chamada de "dose zero" e não exclui as outras duas doses da vacina, sendo a primeira a tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, administrada aos 12 meses, e a tetraviral, que inclui proteção à varicela, aos 15 meses de idade, enfatiza a pasta.

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A seceretaria ressalta a importância da vacinação de bloqueio. Os locais que tiverem notificações do sarampo devem entrar em contato com o órgão para a realização de imunização de emergência a fim de evitar surtos. 

O Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos, com idade entre 1 e 29 anos, devem receber duas doses da vacina contra o sarampo. Acima dessa faixa e até 59 anos, é necessária apenas uma. Não há indicação para pessoas com mais de 60 anos, pois esse público já teve contato com o vírus e está imunizado, de acordo com a secretaria. 

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A recomendação, segundo a pasta, é que mães de crianças com idade inferior a 6 meses evitem aglomerações e procurem imediatamente um serviço de saúde caso o bebê apresente sintomas da doença, que são manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite e manchas brancas na mucosa da boca. 

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