Novo Coronavírus

Saúde Saúde anuncia repasse de R$ 247 milhões para atender gestantes

Saúde anuncia repasse de R$ 247 milhões para atender gestantes

Municípios devem usar para hospedagem de grávidas, cuidados do pré-natal, diagnóstico precoce de covid e tratamento odontológico

  • Saúde | Do R7

Grávidas precisam de mais atenção na pandemia

Grávidas precisam de mais atenção na pandemia

Paolo Aguilar/EFE - 20.7.2020

O Ministério da Saúde anunciou na manhã desta sexta-feira (16), divulgou o repasse de R$ 247 milhões para atender às mulheres gestantes em meio a pandemia do novo coronavírus.

O secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara, explicou que esse dinheiro extra está sendo aplicado devido à gravidade da variante amazônica e o aumento de casos entre grávidas.

"Ainda não existe um estudo que comprove, mas essa variante tem mostrado uma maior agressividade com grávidas do que as que circulavam em 2020", afirmou o secretário.  

O Ministério determinou como os municípios devem gastar esse valor do repasse. Os gestores devem usar para hospedagem de gestantes que não tem como se isolar e se proteger da covid; para fazer identificação precoce de casos de covid; qualificar o atendimento ao pré-natal na rede pública de saúde; e encaminhar gestantes ao pré-natal odontológico. 

O anúncio foi feito após a divulgação do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19, na última quinta-feira. De acordo com a pesquisa, a média semanal de mortes de gestantes e mulheres no pós-parto por covid-19, mais que duplicou este ano.

Em 2020, a taxa de óbitos foi de 10,4 óbitos (449 mortes em 43 semanas de pandemia), contra uma média de 22,2 óbitos (289 mortes) nas 13 primeiras semanas de 2021. 

A principal causa apontada para esses dados é a falta de assistência a essas mulheres. Uma vez que o Observatório mostrou que uma em cada cinco gestantes e puérperas (mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 anos) internadas com SARS-Cov-2 não tiveram acesso a unidades de terapia intensiva (UTI) e cerca de 34% não foram intubadas. 

O estudo foi feito pela Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe). 

Desde o início da pandemia até 7 de abril, 9.479 gestantes e puérperas foram internadas por causa da Covid-19, das quais 738 morreram. A taxa de mortalidade nesses casos é de 7,78%. Se considerados os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), foram 9.784 registros e 250 vidas perdidas. As internações foram registradas em 977 cidades.

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