Se doença levantar em bloco vai ser difícil monitorar, diz Mandetta

Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a característica da covid-19 no País não é, ao menos por enquanto, de alta letalidade individual

Ministro da Saúde fez avaliação diária da doença

Ministro da Saúde fez avaliação diária da doença

Rodrigo Nunes/MS

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destacou nesta quinta-feira (19), durante a avaliação diária do avanço do coronavírus, o caráter nacional da doença no País. "Vocês viram o aumento da transmissão sustentada (no Brasil). À exceção da região Amazônica, todas as outras regiões têm aumentos sistemáticos em blocos (da covid-19)", disse o ministro. "Cenário da covid-19 no Brasil tem caráter mais nacional do que regional e se (a doença) levantar toda em bloco vai ser muito mais difícil de monitorar".

Mandetta explicou, no entanto, que a característica da covid-19 no País não é, ao menos por enquanto, de alta letalidade individual. Em São Paulo, por exemplo, onde foram registradas os primeiros óbitos, a taxa é de 1%. Ele explicou ainda 98% dos infectados "vão bem" e outros 2% são muito graves.

O ministro alertou que "para cada um dos confirmados deve ter um número de não confirmados" e que os registros atuais "são só ponta do iceberg", o que justifica a necessidade de "se fazer travas", com restrições já adotadas. "Estamos no pé da montanha. Como o vírus tem 14 dias, o que fizemos 14 dias atrás é o que reflete", completou ele, numa referência ao período máximo de incubação do novo coronavírus.