Novo Coronavírus

Saúde Sem apresentar dados, ministro diz que antiparasitário combate covid

Sem apresentar dados, ministro diz que antiparasitário combate covid

Uso do medicamento contra vermes para tratar infecção pelo coronavírus já se mostrou ineficaz em estudos feitos em outros países

  • Saúde | Do R7

Marcos Pontes diz que medicamento é eficaz

Marcos Pontes diz que medicamento é eficaz

Alan Santos/PR - 17.06.2020

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, participou de uma cerimônia nesta segunda-feira (19) para anunciar a conclusão de um estudo de reposicionamento do antiparasitário nitazoxanida no tratamento da covid-19.

Embora a nitazoxanida já tenha sido estudada e descartada em outros países, o ministério manteve as pesquisas por quatro meses em 16 cidades brasileiras. O resultado final deve ser publicado em uma revista científica, segundo o governo.

"Nós temos agora um medicamento comprovado cientificamente que é capaz de reduzir a carga viral. Com essa redução da carga viral, significa que reduz o contágio. As pessoas que tomam o medicamento assim que fazem o teste diagnóstico e descobrem que estão com covid, toma o medicamento nos primeiros dias, essa pessoa contamina menos outras pessoas. E mais, diminui a probabilidade de essa pessoa aumentar os sintomas, ir para o hospital e falecer", afirmou Pontes.

O nitazoxanida é recomendado, pela bula, para o tratamento de gastroenterites virais causadas por rotavírus e norovírus, helmintíases, amebíase, gardíase, isosporíase, balantidíase, blastocistos, criptosporidíase, entre outras infecções por vermes.

Estudos conduzidos em outros países concluíram que o nitazoxanida apresentou bons resultados in vitro (laboratório), mas que a dose necessária para que tivesse algum efeito contra o coronavírus teria de ser muito maior, o que poderia colocar me risco o paciente.

A primeira evidência que descredenciava o antiparasitário no combate à covid-19 veio de Wuhan, onde o vírus surgiu.

Cientistas chineses concluíram que a droga até poderia atuar contra o coronavírus, mas em uma dose tóxica, mais arriscada, inclusive, do que a hidroxicloroquina.

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