Sobe para 530 casos de doenças relacionadas a cigarros eletrônicos

Sete mortes já foram causadas por doenças pulmonares associadas ao dispositivo nos EUA; maioria dos afetados é homem e têm entre 18 e 34 anos

Mais de 150 tipos de cigarro eletrônicos estão sendo investigados nos EUA

Mais de 150 tipos de cigarro eletrônicos estão sendo investigados nos EUA

Reprodução

Autoridades de saúde dos Estados Unidos disseram nesta quinta-feira (19) que há, no momento, 530 casos confirmados e prováveis e sete mortes causadas por doenças pulmonares graves relacionadas a cigarros eletrônicos e que não há indicativos de que o surto esteja melhorando.

Os números apontam um aumento de 380 casos em relação aos registros da semana passada. Do total de pessoas afetadas, três quartos são homens e dois terços tem entre 18 e 34 anos.

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A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA, investiga mais de 150 produtos e informou que acionou seu setor de investigações criminais para explorar a cadeia de fornecimento de cigarros eletrônicos, além de identificar a causa do surto. Nenhum usuário será alvo individual de investigação, disse o diretor do Centro de Produtos de Tabaco da FDA, Mitch Zeller.

Zeller afirmou que nenhuma substância ou componente específico, como THC ou acetato de vitamina E, foi correlacionada a todos os casos até o momento.

Sete pessoas morreram de doenças relacionadas a cigarros eletrônicos, informou o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC). As mortes ocorreram na Califórnia, em Illinois, em Indiana, no Kansas, em Minnesota e em Oregon.

"Nós esperamos outras (mortes)", disse a médica Anne Schuchat, vice-diretora do CDC, a repórteres.

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Schuchat aconselhou que as pessoas parem de consumir cigarros eletrônicos se puderem. Quem não o fizer deve monitorar seu organismo com atenção a sintomas como problemas respiratórios, tosse seca e dor no peito, e, em alguns casos, diarreia, vômito e febre, além de buscar ajuda médica.

A vice-diretora também pediu que as pessoas que trocam os cigarros por vaporizadores à base de nicotina não retornem ao antigo hábito, mas busquem tratamentos ou produtos aprovados pela FDA que ajudem a combater o vício.