Novo Coronavírus

Saúde SP recebe lote com insumos para produzir doses da CoronaVac

SP recebe lote com insumos para produzir doses da CoronaVac

Nova carga corresponde a quase um milhão de doses da vacina produzida pelo Instituto Butantan, em parceria com a empresa chinesa Sinovac

  • Saúde | Do R7

Insumos para produção da Coronav chegaram nesta manhã em São Paulo

Insumos para produção da Coronav chegaram nesta manhã em São Paulo

Divulgação

Um lote com insumos para produção da CoronaVac — vacina contra a covid-19 produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac — chegou na manhã desta quinta-feira (3) ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. 

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A nova carga de insumos corresponde a 967.741 doses da CoronaVac, segundo o governador paulista João Doria (PSDB), que esteve no local acompanhado do secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

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"Viemos receber aqui mais um lote da vacina Coronac, a vacina do Butantan, a vacina que vai salvar vidas de milhões de brasileiros”, disse o governador João Doria.

Ainda em novembro, as primeiras 120 mil doses do imunizante chegaram a São Paulo. De acordo com Doria, até janeiro do ano que vem, mais 46 milhões de doses vão chegar ao estado, sendo seis milhões já prontas para aplicação e outras 40 milhões que serão fabricadas pelo Instituto Butantan, a partir dos insumos enviados pela Sinovac.

As doses começarão a ser produzidas já a partir da próxima semana.

De acordo com o diretor do Butantan, Dimas Covas, está sendo cumprida mais uma etapa para "disponibilizar a vacina em tempo recorde aos brasileiros".  

"A tecnologia e expertise do Butantan já nos permitem realizar parte do processo produtivo em nossa própria fábrica, e estamos trabalhando para muito em breve podermos produzir integralmente a vacina, mediante processo de transferência de tecnologia por parte da Sinovac”, afirmou Covas.

Fase de testes

Em novembro, o governo do Estado de São Paulo anunciou que as pesquisas da fase três da vacina, que podem afetar a eficácia do imunizante, chegaram ao número mínimo de infectados pelo coronavírus. A partir disso, é possível abrir os resultados dos estudos para análise e aprovação do registro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

No momento, 74 voluntários que se infectaram estão sendo analisados. Coordenado pelo Instituto Butantan, os testes envolvem ao todo 13 mil profissionais de saúde em 16 centros de pesquisa de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

A disponibilização para a população ocorrerá somente após a comprovação da eficácia, que deverá acontecer após a conclusão da terceira fase dos estudos clínicos e posterior aprovação da Anvisa.

Segurança e eficácia

No mês passado, os testes de segurança da CoronaVac nas fases I e II, realizados na China, com 744 voluntários, produziram resultados animadores. Segundo a revista científica Lancet, uma das mais importantes no mundo, a vacina é segura e tem capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos.

Do total de voluntários que receberam vacina ou placebo, apenas 35% apresentaram algum tipo de reação adversa, mas todas elas classificadas como leves, como febrícula ou dor no local da aplicação. Nenhuma reação adversa grave foi registrada.

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