Novo Coronavírus

Saúde SUS deve avaliar incorporação de coquetel anticovid, diz ministro

SUS deve avaliar incorporação de coquetel anticovid, diz ministro

Anvisa aprovou uso emergencial dos medicamentos casirivimabe e imdevimabe para casos leves e moderados da doença

  • Saúde | Fernando Mellis, do R7, e Lívia Veiga, da Record TV Brasília

Queiroga afirma que disponibilidade orçamentária também será levada em conta

Queiroga afirma que disponibilidade orçamentária também será levada em conta

CLÁUDIO MARQUES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que caberá à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) avaliar a eventual incorporação do coquetel contra covid-19 autorizado nesta terça-feira (20) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

"Naturalmente, há uma determinação do presidente da República para todas as inovações serem analisadas pelo setor competente, que é a Conitec. Vale dizer que é um registro emergencial, é necessário se avaliar a questão da segurança, da eficácia, da efetividade, critérios para a incorporação de medicamentos no Sistema Único de Saúde", afirmou.

Para Queiroga, também será necessário definir o "impacto orçamentário" da inclusão de um novo medicamento no SUS.

"Tem que se analisar o contexto geral dessas incorporações", frisou.

Com a autorização de uso emergencial expedida, caberá à CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) definir o preço do coquetel desenvolvido pela Regeneron, que é comercializado pela farmacêutica Roche.

Nos Estados Unidos, onde já é usado desde o ano passado, estima-se que o medicamento custe entre US$ 1.500 e US$ 6.500 (R$ 8.300 e R$ 35.900), segundo a emissora de TV CBS.

Trata-se dos anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe que devem ser administrados juntos por via endovenosa em dose única, sempre em ambiente hospitalar. A Anvisa proibiu a venda em farmácias.

A autorização também determinou exatamente quem são as pessoas que podem receber o coquetel: adultos e pacientes pediátricos acima de 12 anos, com pelo menos 40 kg, que não necessitem de suporte ventilatório e que tenham alto risco de desenvolver forma grave da doença.

O critério de risco é estabelecido a partir de doenças pré-existentes, como diabetes, hipertensão, doença pulmonar crônica, entre outras.

De acordo com o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anivsa, Gustavo Mendes, o Reng-CoV2 apresentou uma redução substancial no número de pacientes hospitalizados e de mortes no caso de infectados sintomáticos e com comorbidade.

A combinação de drogas também apresentou uma diminuição da carga viral significativa dos doentes.

Em outubro do ano passado, o então presidente dos Estados Unidos Donald Trump recebeu o coquetel da Regeneron durante sua internação com covid-19. Ele também tomou o antiviral remdesivir, autorizado para uso emergencial pela Anvisa no mês passado.

Últimas