Saúde Taubaté confirma morte de bebê e de idoso pelo vírus da gripe H3N2

Taubaté confirma morte de bebê e de idoso pelo vírus da gripe H3N2

H3N2 é o vírus da gripe predominante no Brasil desde o ano passado, segundo Ministério da Saúde; H3N2 e H1N1 têm a mesma gravidade, diz SBIm

  Taubaté confirma duas mortes pelo vírus da gripe H3N2

Vacinação contra a gripe começa dia 16 de abril

Vacinação contra a gripe começa dia 16 de abril

Valter Campanato/Agência Brasil

Duas pessoas morreram em decorrência do vírus H3N2 na cidade de Taubaté, a 140 km de São Paulo. A mortes ocorreram em fevereiro, mas as causas só foram confirmadas nesta quarta-feira (21) pela Vigilância Epidemiológica de Taubaté.

Trata-se de um bebê de três meses e uma idosa de 70 anos. As mortes foram registradas em 9 e 16 de fevereiro, respectivamente. A investigação teve início a partir das necropsias realizadas pelo SVO (Serviço de Verificação de Óbitos) e confirmadas pelo Instituto Adolfo Lutz.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Taubaté, há mais três casos de mortes com suspeita de terem sido provocadas pelo vírus influenza em Taubaté que estão em investigação. O caso mais recente é de um jovem de 19 anos que morreu na última quinta-feira (15).

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De acordo com a secretaria, as mortes por H3N2 reforçam o alerta sobre a circulação do vírus na região desde o ano passado. Em 2017, foram registradas 13 mortes na cidade por influenza. Entre elas, 8 foi pelo vírus H3N2 e 5 pelo vírus Influenza B.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe está prevista para ocorrer de 16 de abril a 25 de maio, sendo 5 de maio o dia de mobilização nacional.

H3N2 tem prevalência no Brasil

O H3N2 foi o vírus da gripe predominante no Brasil no ano passado e ainda é, até o momento, de acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Já em 2016, quando houve mais de 1.500 mortes em decorrência da gripe no país – em 2017 foram 498 –, a prevalência foi do H1N1.

“Tanto o H3N2 quanto o H1N1 são preocupantes. Um não é mais grave do que o outro. O que provocou um maior número de mortes em 2016 foi a antecipação da circulação do vírus da gripe naquele ano, que ocorreu a partir de fevereiro, antes da chegada da vacina, em abril”, afirma a pediatra Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Os Estados Unidos passam por uma epidemia de gripe provacada pelo vírus H3N2. Desde do início do inverno americano - novembro do ano passado -, foram registrados mais de 60 mil casos da doença. 

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Segundo Isabella, a epidemia de H3N2 nos Estados Unidos ocorreu devido à ineficácia da vacina. “O problema não é o H3N2. O que aconteceu nos Estados Unidos é que a cepa estava diferente da vacina. A vacina não era adequada e houve baixa eficácia”, explica.

A epidemia, considerada a mais grave desde a gripe suína de 2009, atingiu 49 dos 50 Estados americanos – a exceção é um arquipélago, o Havaí. Crianças e idosos foram os mais afetados – 20 crianças morreram.

“Apesar de parecer que a tendência é o vírus vir do Hemisfério Norte para o Hemisfério Sul, o que acontece é o contrário”, afirma Isabella.

Ela explica que “só existe um vírus H3N2”. Há variações dentro do próprio vírus, mas não é possível prever se a variação que prevaleceu no inverno dos Estados Unidos será a mesma que vai predominar no inverno daqui. “Também não é possível prever o nível de gravidade que haverá nessa sazonalidade”, diz.

O vírus da gripe circula no Brasil o ano inteiro, mas tem maior incidência no outono e no inverno. “Do ponto de vista da circulação social, o vírus atinge igualmente todas as faixas etárias. Como não há vacina para toda a população, o Ministério da Saúde prioriza os grupos que a gripe mais hospitaliza que são idosos, gestantes, crianças com menos de cinco anos, indígenas e pessoas com doenças crônicas”, afirma.

A vacina de cada sazonalidade é elaborada a partir dos tipos de vírus da gripe com maior circulação na região – Hemisfério Norte e Hemisfério Sul. Essa decisão é tomada pela OMS. No Brasil, as vacinas são produzidas pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

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