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Teich critica previsões matemáticas da covid-19: 'Pioram o medo'

Novo ministro da Saúde questionou o que chamou de 'números alarmantes' e disse que governo vai liberar projeções próprias a estados e municípios

Fernando Mellis, do R7
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Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo - 22.4.2020

Teich (foto) fez hoje a primeira entrevista coletiva

Em sua primeira entrevista coletiva, o recém-chegado ministro da Saúde, Nelson Teich, minimizou nesta segunda-feira (22) projeções matemáticas da evolução de casos e mortes da covid-19.

Ele citou como exemplo negativo um estudo publicado por pesquisadores do Imperial College London, no Reino Unido, que apontava que se não fossem adotadas medidas de distanciamento social, as mortes por covid-19 no Brasil poderiam superar 1 milhão.

"Se você pegar, por exemplo, o número que veio, que foi o que mais assustou, que foi o do Imperial College, em que 1,15 milhão de pessoas morreriam no Brasil, mas com algum tipo de cuidado específico, cairia para 44 mil. Isso é impossível: não tem medida que caia de 1,15 milhão para 44 mil."

Em pouco mais de um mês desde a primeira morte por covid-19, o Brasil tem hoje 2.906 óbitos. O número de casos confirmados chega a 45.757.

Teich defendeu "modelos mais ou menos padronizados" e disse que um número errado pode gerar um resultado "completamente desbaratado".

"Se você gera números muito alarmantes, e você começa a tratar o que é um modelo matemático, que é só um exercício matemático, você piora ainda mais o medo e a expectativa da sociedade."

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Diretrizes

O ministro repetiu o discurso de que ainda é "difícil entender a doença", embora já haja centenas de estudos científicos sérios publicados sobre a covid-19 em todo o mundo. 

Segundo Teich, é preciso entender que "o Brasil é absolutamente gigante e heterogêneo" o que exige orientações de acordo com cada região em relação ao distanciamento social como forma de evitar a disseminação do coronavírus.

Ele prometeu para a próxima semana a divulgação de diretrizes customizadas, com projeções do próprio Ministério da Saúde, para auxiliar governadores e prefeitos na toma de decisões.

"É impossível um pais sobreviver um ano, um ano e meio parado. O afastamento é medida absolutamente natural e logica na largada, mas ele não pode não estar acompanhado de um programa de saída. Isso é o que a gente vai desenhar, a gente vai dar suporte para estados e município."

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