Coronavírus

Saúde Uma dose da Johnson é eficaz em casos graves, diz órgão dos EUA

Uma dose da Johnson é eficaz em casos graves, diz órgão dos EUA

Eficácia foi de 87,6% nos teses no Brasil; imunizante protege contra variantes brasileira e sul-africana, segundo FDA

  • Saúde | Da AFP

Vacina da Johnson está em análise na Anvisa e passa por testes no Brasil

Vacina da Johnson está em análise na Anvisa e passa por testes no Brasil

Dado Ruvic/Reuters

A vacina contra a covid-19 da Johnson & Johnson, administrada em apenas uma dose, é eficaz contra os quadros severos da doença, afirmou nesta quarta-feira (24) a Administração de Alimentos y Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos.

A FDA destacou que a vacina oferece proteção, inclusive contra as variantes sul-africana e brasileira, e que nos testes clínicos nos Estados Unidos mostrou uma eficácia de 85,9%, com uma taxa de 81,7% na África do Sul e de 87,6% no Brasil.

O próximo passo é uma reunião na sexta-feira (26) de uma comissão independente da FDA para analisar os resultados. Depois as autoridades podem autorizar o uso emergencial do fármaco.

Se a vacina da Johnson & Johnson for aprovada, este será o terceiro laboratório farmacêutico a receber o sinal verde da agência reguladora americana para o uso de seu produto no país, depois da Pfizer/BioNTech e da Moderna.

Estados Unidos lidera a lista de mortes por covid-19 em termos absolutos com mais de 500 mil vítimas fatais. Os especialistas consideram que a aprovação da vacina da Johnson & Johnson é vital para ampliar a campanha de imunização, embora sua eficácia contra casos moderados seja menor do que a dos outros dois fármacos aprovados.

A vacina da "J&J" usa um vetor viral enfraquecido para criar imunidade, neste caso um adenovírus que provoca a gripe comum que foi modificado para que não possa se replicar e para que carregue consigo uma proteína-chave do coronavírus.

O fato de exigir uma dose única e de a vacina ter a possibilidade de ser armazenada em uma geladeira e não em um congelador, como necessário para as doses da Pfizer e da Moderna, representa uma vantagem operacional.

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