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Saúde Usar máscara de tricô, como filha de Justus, é o mesmo que nada

Usar máscara de tricô, como filha de Justus, é o mesmo que nada

Médico explica que quanto maior a porosidade do tecido, maior o risco de transmissão da covid-19; Fabiana Justus usava por achar 'estilosas'

  • Saúde | Do R7

Fabiana Justus disse ter se arrependido de ter trocado máscara cirúrgica por tricô

Fabiana Justus disse ter se arrependido de ter trocado máscara cirúrgica por tricô

Reprodução

Usar máscara de tricô "linda e estilosa", como descrita pela influenciadora digital Fabiana Justus, 33, filha do empresário Roberto Justus, lhe saiu caro. Fabiana divulgou uma série de vídeos no Instagram na sexta-feira (13) nos quais afirmou estar se sentindo "uma idiota" após contrair covid-19 usando o acessório. Ela havia trocado o hábito de usar máscaras cirúrgicas para aderir às de tricô.

"Usar máscara decorativa, linda, mas sem barreira física pro vírus, de tecidos como renda ou tricô, é a mesma coisa que usar faixa de Miss como cinto de segurança", comentou o biólogo Atila Iamarindo no Twitter.

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O médico Renato Kfouri, diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), explica que o índice de proteção de máscaras caseiras varia de acordo com a trama de cada tecido. Quanto menos poroso, maior a proteção. "Claro que usar qualquer máscara é melhor do que nada, mas usar uma máscara toda furada obviamente não vai ter proteção nenhuma", afirma. 

Segundo ele, as de algodão com duas camadas são as melhores opções entre as máscaras caseiras. Devido à transmissão por meio de aerossois, que são gotículas muito pequenas de saliva que ficam suspensas no ar, quanto maior a trama, maior o risco de o vírus atravessar o tecido ao falar, tossir ou espirrar.

"O ideal é uma máscara que ofereça uma barreira protetora de disseminação, tanto para quem está com a doença, que pode estar assintomática ou na fase pré-sintomática, quanto para quem corre o risco de contrai-la", afirma. 

Consideradas as mais seguras, de acordo com Kfouri, as máscaras N95 utilizadas em hospitais oferecem 95% de proteção. "São máscaras com menor porosidade, que fazem filtragem dessas partículas", diz. São vendidas em farmácias. 

Em relação às máscaras caseiras feitas de tecido, o médico ressalta que o uso deve ser adequado, o que significa trocar de máscara de duas a quatro horas, dependendo da umidificação, sempre cobrir nariz e boca, retirá-las pelas alças, nunca tocá-las na frente e sempre lavar as mãos ao manipulá-la. 

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