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Saúde Vacina contra coronavírus é possível em cerca de um ano, diz agência

Vacina contra coronavírus é possível em cerca de um ano, diz agência

A agência que aprova remédios para a União Europeia ressaltou que a possibilidade é uma expectativa 'otimista'

Reuters
Cientista trabalha em laboratório que pesquisa potencial vacina para covid-19

Cientista trabalha em laboratório que pesquisa potencial vacina para covid-19

Carl Recine/Reuters - 30.04.2020

Uma vacina contra o novo coronavírus poderia ser aprovada em cerca de um ano, disse uma agência que aprova remédios para a União Europeia nesta quinta-feira (14). A agência ressaltou que é uam expectativa "otimista".

Enquanto o mundo corre para desenvolver uma vacina, a UE, atingida duramente pela pandemia da covid-19, teme não possuir suprimentos suficientes, especialmente se uma vacina for desenvolvida nos Estados Unidos ou na China.

A EMA (Agência Europeia de Remédios), que se comunica com 33 desenvolvedores, está fazendo tudo o que pode para acelerar o processo de aprovação, disse o chefe de vacinas da EMA, Marco Cavaleri. Entretanto ele duvida das afirmações de que uma pode estar pronta em setembro.

"Como o desenvolvimento das vacinas teve que começar do zero, podemos pensar, sendo otimistas, em um ano a partir de agora, então, para o início de 2021", disse ele aos jornalistas.

Ele descartou a possibilidade de saltar a terceira fase de um teste de vacina, que disse ser necessário para ter certeza de que ela é segura e eficiente.

A EMA também está estudando 115 terapias e tratamentos diferentes para o coronavírus, que já matou quase 300 mil pessoas em todo o mundo, de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

O chefe da EMA disse que algumas destas terapias poderiam ser aprovadas na Europa ainda no início do verão no Hemisfério Norte, mas não especificou quais.

Um parlamentar destacado do bloco disse que a UE deveria contornar os direitos de propriedade intelectual de algumas empresas farmacêuticas se uma vacina fosse desenvolvida fora do bloco, um novo sinal do temor da UE de ficar para trás na corrida global.

"Se uma vacina for desenvolvida primeiro fora da Europa, precisamos fazer todo o possível para garantir que a vacina fique disponível para todos os países", disse Peter Liese, membro proeminente do partido CDU (União Democrata-Cristã) da chanceler alemã, Angela Merkel.

"Estamos contando com o diálogo e a cooperação, mas também precisamos contar que outros os rejeitarão. É por isso que precisamos de um plano B."

EUA e China têm hesitado em apoiar uma campanha de financiamento global defendida pela UE que arrecadou 8 bilhões de dólares para pesquisa, fabricação e distribuição de uma vacina e tratamentos possíveis para a covid-19 neste mês.

Liese pediu aos governos do bloco e à Comissão Europeia que cogitem uma isenção contemplada nas regras da OMC (Organização Mundial do Comércio) que permite que Estados produzam medicamentos genéricos sem o consentimento das farmacêuticas que os desenvolveram e ainda detêm os direitos intelectuais.

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