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Saúde Vacina de Oxford: coágulos ocorrem mais em mulheres, aponta Reino Unido

Vacina de Oxford: coágulos ocorrem mais em mulheres, aponta Reino Unido

Entre 22,6 milhões de doses aplicadas, foram registrados 242 casos no Reino Unido; imunizante também é aplicado no Brasil

Reuters
Vacina desenvolvida pela AstraZeneca é produzida pela Fiocruz no Brasil

Vacina desenvolvida pela AstraZeneca é produzida pela Fiocruz no Brasil

Rob Engelaar / EFE - EPA - 6.4.2021

A MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde do Reino Unido) afirmou nesta quinta-feira (6) que há evidências de que coágulos ligados à vacina de Oxford ocorreram mais em mulheres do que em homens, acrescentando que a diferença na incidência é pequena.

As autoridades britânicas haviam dito anteriormente que a incidência dos coágulos estava ligada à idade e que uma ligação com o sexo não havia sido estabelecida, observando que mais mulheres foram vacinadas do que homens.

"Existem agora algumas evidências de que a taxa de incidência relatada é maior em mulheres em comparação com os homens, embora isso não seja visto em todas as faixas etárias e a diferença continue pequena", disse a MHRA em suas atualizações semanais.

A vacina de Oxford foi minuciosamente examinada quanto à questão dos coágulos muito raros, com maior incidência em pessoas mais jovens. Alguns países, incluindo a Grã-Bretanha, recomendam que apenas pessoas com mais de uma certa idade tenham a chance.

Nos últimos dados semanais, a MHRA disse que a incidência de casos de coágulos raros e baixos níveis de plaquetas foi de 10,5 por milhão de doses, em comparação com 9,3 por milhão na semana passada.

Ocorreram 242 casos de coágulos, dos quais 6 ocorreram após a segunda dose. Até 28 de abril, foram 22,6 milhões de primeiras doses da vacina de Oxford administradas na Grã-Bretanha, com 5,9 milhões de segundas doses.

"Os benefícios da vacina superam os riscos na maioria das pessoas", afirmou a MHRA.

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