Novo Coronavírus

Saúde Vacina de Oxford é eficaz contra cepa britânica do vírus, diz estudo

Vacina de Oxford é eficaz contra cepa britânica do vírus, diz estudo

Pesquisadores testaram capacidade do imunizante em neutralizar variante do coronavírus descoberta no ano passado na Inglaterra

  • Saúde | Do R7

Oxford estuda também eficácia da vacina contra cepas sul-africana e brasileira do coronavírus

Oxford estuda também eficácia da vacina contra cepas sul-africana e brasileira do coronavírus

Joe Giddens/EFE/EPA - 11.01.2021

Um estudo preliminar da Universidade de Oxford, divulgado nesta sexta-feira (5), mostra que a vacina contra covid-19 desenvolvida pela instituição, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, é eficaz contra a nova cepa do coronavírus B.1.1.7, descoberta no ano passado no Reino Unido.

Os cientistas analisaram amostras de secreção nasal de participantes britânicos que participam do estudo, entre 1º de outubro de 2020 e 14 de janeiro de 2021, para descobrir com qual cepa eles haviam sido infectados.

"Os dados de nossos testes da vacina ChAdOx1 [nome oficial do produto] no Reino Unido indicam que a vacina não apenas protege contra o vírus pandêmico original, mas também contra a nova variante, B.1.1.7, que causou o aumento da doença a partir do final de 2020 em todo o Reino Unido", afirmou o investigador-chefe dos estudos da vacina de Oxford, Andrew Pollard, em comunicado divulgado hoje.

De acordo com o estudo, a proteção contra a infecção sintomática foi semelhante a outras cepas, embora tenha havido uma pequena redução dos anticorpos naqueles infectados com a cepa descoberta no Reino Unido.

Nas últimas semanas, pesquisadores de Oxford começaram a testar a vacina contra as cepas do Reino Unido, África do Sul e Brasil.

O objetivo é saber qual é o grau de proteção do imunizante contra cada uma delas, que são consideradas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) "variantes preocupantes", por terem mutações significativas na proteína de pico que se liga aos receptores humanos.

"Coronavírus são menos propensos a mutação do que vírus influenza, mas sempre esperamos que, com a continuação da pandemia, novas variantes começarão a se tornar dominantes entre os vírus que estão circulando e que, eventualmente, uma nova versão da vacina, com uma proteína de pico atualizada, seria necessária para manter a eficácia da vacina no nível mais alto possível", acrescentou a professora Sarah Gilbert, também investigadora do estudo.

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