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Saúde Vacina Oxford: OMS quer dados de casos de trombose fora da Europa

Vacina Oxford: OMS quer dados de casos de trombose fora da Europa

Organização pediu informações de efeitos em outros países, imunizante é maioria das doses do Covax e é usado em 157 lugares

  • Saúde | Da AFP

Vacina de Oxford pode ter ligação com casos de trombose na Europa

Vacina de Oxford pode ter ligação com casos de trombose na Europa

Luis Acosta/AFP - 23.4.2021

Os especialistas em vacinas da OMS (Organização Mundial de Saúde) decidiram na noite da última quinta-feira (22) colher mais dados sobre a incidência de trombose em pessoas que receberam a vacina Oxford/AstraZeneca, contra a covid-19, fora da Europa.

O Grupo Estratégico Consultivo de Especialistas (Sage) da OMS reformulou as recomendações de precaução no uso do imunizante, levando em conta os dados sobre casos de trombose registrados na Europa. "A OMS segue apoiando a conclusão de que os benefícios dessa vacina superam os riscos", assinalou a organização.

No último dia 7, o Sage estimou que a relação entre a vacina e os trombos é plausível, mas não foi confirmada, e ressaltou que os casos reportados são raros. As recomendações foram atualizadas a partir de novos dados procedentes de programas de vacinação em andamento.

A vacina Oxford é usada em 157 territórios, segundo um balanço da AFP. A maioria dos casos de coágulo sanguíneo foram registrados no Reino Unido e na União Europeia, enquanto em outros países foram reportados muito poucos, segundo o Sage. Os especialistas recomendam que as pessoas que tiveram trombos após a primeira dose não tomem a segunda. "Uma estimativa do risco fora da Europa necessita de mais dados e análises", avaliam os especialistas em suas novas recomendações.

O imunizante compõe a maior parte das doses usadas pelo dispositivo Covax. Mais de 40,5 milhões de doses já foram enviadas a 118 territórios.

"Os países deveriam levar em conta sua situação epidemiológica, os riscos individuais, a disponibilidade de outras vacinas e outras opções, a fim de atenuar os riscos. A relação risco-benefício é mais alta nos grupos de idade mais avançada", aponta o Sage, assinalando que "não se sabe se existe o risco de trombose com a segunda dose da vacina".

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