Saúde Vacina pode chegar ao Brasil até março, diz presidente da Pfizer

Vacina pode chegar ao Brasil até março, diz presidente da Pfizer

Segundo ele, as negociações com o governo brasileiro estão avançadas e a farmacêutica apresentou solução para armazenamento e distribuição 

Agência Estado
Farmacêutica apresentou estudo com mais de 90% de eficácia

Farmacêutica apresentou estudo com mais de 90% de eficácia

Biontech SE/EFE/EPA - 11.11.2020

A vacina desenvolvida pela Pfizer contra a covid-19 deve estar disponível já para uso no Brasil no 1º trimestre do ano que vem, segundo o presidente da farmacêutica no país, Carlos Murillo.

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Segundo ele, as negociações com o governo brasileiro estão avançadas e a farmacêutica apresentou uma solução parcial para o problema logístico de armazenamento e distribuição da vacina. O imunizante demanda um armazenamento a temperaturas de – 70 graus Celsius, o que poderia inviabilizar o seu uso no país.

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Segundo o executivo, já foi apresentada ao governo brasileiro uma embalagem especial, com gelo seco, capaz de manter o imunizante na temperatura correta durante 15 dias. Após o descongelamento, o produto se mantém estável por mais cinco dias em refrigeradores comuns.

“Ou seja, do momento em que o produto chega ao país até ser aplicado seriam 20 dias”, disse Murillo, em evento online na tarde desta quinta-feira (12), na Academia Nacional de Medicina sobre imunizantes em desenvolvimento.

“Não é simples, não resolve toda a logística, mas muda muito o esquema de pensar em ter um freezer de baixas temperaturas em cada centro de vacinação", acrescentou Murillo.

A vacina desenvolvida pela Pfizer e a empresa de biotecnologia BioNTech apresentou eficácia de mais de 90% em proteger as pessoas contra o novo coronavírus na comparação com um placebo, conforme análise preliminar divulgada esta semana, feita por um comitê de monitoramento independente do ensaio clínico.

O presidente da Pfeizer disse que a empresa investiu US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,9 bilhões) no desenvolvimento da nova vacina. A farmacêutica não revelou os preços que cobrará por cada dose, mas Murillo afirmou que a empresa está praticando três valores: um para Estados Unidos e Europa, outro para países em desenvolvimento como o Brasil e um terceiro para países subdesenvolvidos.

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