Coronavírus

Saúde Vacina russa Sputnik V é 91,6% eficaz contra a covid-19

Vacina russa Sputnik V é 91,6% eficaz contra a covid-19

Resultados preliminares de um estudo clínico de fase 3 foram publicados na revista científica The Lancet nesta terça-feira (2)

Reuters

Resumindo a Notícia

  • Sputinik V tem 91,6% de eficácia para evitar casos sintomáticos de covid-19
  • Vacina também é 100% eficaz para prevenir casos graves e moderados
  • Eficácia em pessoas com mais de 60 anos é de 91,8%
  • Dados são de estudo com 19.866 voluntários, dos quais um quarto recebeu placebo
Sputinik V tem 91,6% de eficácia contra casos sintomáticos de covid-19

Sputinik V tem 91,6% de eficácia contra casos sintomáticos de covid-19

Sergey Pivovarov/Reuters - 22.12.2020

A vacina russa Sputnik V foi 91,6% eficaz na prevenção de casos sintomáticos da covid-19, de acordo com resultados revisados ​​por pares de um ensaio clínico em estágio final publicado na revista científica The Lancet nesta terça-feira (2).

Os cientistas disseram que os resultados do teste de Fase 3 - a última etapa de testes em humanos - significam que o mundo tem outra arma eficaz para combater a pandemia mortal e justificam, em certa medida, a decisão de Moscou de lançar a vacina antes que os dados finais sejam divulgados.

Os resultados, coletados pelo Instituto Gamaleya em Moscou, que desenvolveu e testou a vacina, estavam de acordo com os dados de eficácia relatados nos estágios anteriores do ensaio, que está sendo executado em Moscou desde setembro.

"O desenvolvimento da vacina Sputnik V foi criticado pela pressa imprópria e pela ausência de transparência", disse o professor Ian Jones, da Universidade de Reading, e a professora Polly Roy, da Escola de Higiene e Medicina tropical de Londres, ambas na Inglaterra, em um comentário compartilhado pelo The Lancet.

"Mas o resultado relatado aqui é claro e o princípio científico da vacinação é demonstrado", disseram os cientistas, que não participaram do estudo. "Outra vacina pode agora se juntar à luta para reduzir a incidência da covid-19."

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Os resultados foram baseados em dados de 19.866 voluntários, dos quais um quarto recebeu um placebo, disseram os pesquisadores, liderados por Denis Logunov do Instituto Gamaleya.

Desde o início do ensaio em Moscou, houve 16 casos sintomáticos de covid-19 entre as pessoas que receberam a vacina, e 62 entre o grupo do placebo, de acordo com os cientistas.

Isso mostrou que um esquema de duas doses administradas com 21 dias de intervalo da vacina - que é baseada em dois vetores de adenovírus diferentes - tiveram 91,6% de eficácia contra casos sintomáticos de covid-19.

Eficaz para idosos

Havia 2.144 voluntários com mais de 60 anos no ensaio e a vacina demonstrou ser 91,8% eficaz quando testada neste grupo mais velho, sem efeitos colaterais graves relatados que pudessem estar associados ao imunizante, de acordo com o artigo da The Lancet.

A Sputnik V também demonstrou ser 100% eficaz contra casos graves e moderados de covid-19, visto que não houve tais casos entre o grupo de 78 participantes infectados e sintomáticos após 21 da administração da primeira injeção.

Quatro mortes de participantes ocorreram, mas nenhuma foi considerada associada à vacinação, segundo o estudo.

“A eficácia parece boa, inclusive acima dos 60 anos”, disse Danny Altmann, professor de imunologia do Imperial College de Londres. “É bom ter mais uma adição ao arsenal global.”

Os autores do estudo observaram que, como os casos de covid-19 só foram detectados quando os participantes relataram sintomas, mais pesquisas são necessárias para entender a eficácia da Sputnik V em casos assintomáticos e na transmissão do vírus.

A Sputnik V foi aprovada por 15 países, incluindo Argentina, Hungria e Emirados Árabes Unidos, e chegará a 25 até o final da próxima semana, disse Kirill Dmitriev, chefe do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF).

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Dmitriev tanmbém afirmou que a vacinação com a Sputnik V começará em uma dúzia de países, incluindo Hungria, Bolívia, Emirados Árabes Unidos, Venezuela e Irã.

No entanto, grandes remessas da vacina só foram enviadas até agora para a Argentina, que recebeu doses suficientes para vacinar cerca de 500 mil pessoas, e para a Bolívia, que recebeu 20 mil vacinas.

A produção para exportação será realizada principalmente pelos parceiros de fabricação do RDIF no exterior.

Dmitriev disse que a produção começou na Índia e na Coréia do Sul, e será lançada na China neste mês. Doses experimentais também foram produzidas por um fabricante no Brasil.

A Rússia também está conduzindo um ensaio clínico em pequena escala de uma versão de dose única da vacina, que os desenvolvedores esperam ter uma taxa de eficácia de 73% a 85%.

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