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Saúde Vacinação começará 'no dia D, na hora H', diz ministro da Saúde

Vacinação começará 'no dia D, na hora H', diz ministro da Saúde

Eduardo Pazuello esteve hoje em Manaus, onde ressaltou que vacinas serão distribuídas em até 4 dias após aval da Anvisa

  • Saúde | Do R7

Resumindo a Notícia

  • Ministério vai disponibilizar vacinas a estados em até 4 dias após aprovação na Anvisa
  • Campanha será nacional, afirmou ministro da Saúde
  • Governo aguarda liberação emergencial de imunizantes do Butantan e da Fiocruz
Ministério da Saúde conta com primeiro lote de 6 milhões de vacinas do Instituto Butantan

Ministério da Saúde conta com primeiro lote de 6 milhões de vacinas do Instituto Butantan

Amanda Perobelli/Reuters - 22.12.2020

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta segunda-feira (11) que a vacinação contra covid-19 no país começará "no dia D, na hora H", citando um intervalo de datas previstas entre 20 de janeiro e o começo de março. 

Em pronunciamento na cidade de Manaus (AM), o ministro ressaltou que as primeiras doses aos estados e municípios poderão ser distribuídas entre três e quatro dias após liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

"Se a análise for concluída na Anvisa, eu começo a vacinar até o dia 20 de janeiro, e aí vão entrando as produções e todas as importações a caminho. Todos os estados receberão simultaneamente as vacinas, no mesmo dia. A vacina vai começar no dia D, na hora H, no Brasil. No primeiro dia que a autorização for feita, a partir do terceiro ou quarto dia [a vacina] já estará nos estados e municípios para iniciar a vacinação do Brasil", disse.

Segundo o ministro, a previsão é iniciar a campanha com 6 milhões de doses de vacinas do Instituto Butantan e mais 2 milhões de doses da Fiocruz, que devem ser importadas da Índia.

"Já temos autorização de importação, autorização de exportação [da Índia], já pagamos e estamos negociando a autorização da saída dessas doses da Índia, que deve acontecer nos próximos dez dias."

Esses dois lotes de vacinas já estão com pedido de uso emergencial em andamento na Anvisa. O prazo para análise da agência termina no próximo domingo, desde que não haja solicitações adicionais aos desenvolvedores dos imunizantes.

O governo estima que a vacinação pode ter início no dia 20 de janeiro, no melhor dos cenários. 

"Eu falo em três períodos de vacinação: um curto, um médio e um mais dilatado. O curto é agora, até o dia 20 de janeiro. O médio, de 20 de janeiro a 10 de fevereiro. E o mais dilatado, de 10 de fevereiro ao começo de março", detalhou Pazuello.

Ele voltou a dizer que apenas as instituições nacionais (Butantan e Fiocruz) têm capacidade de suprir a demanda brasileira por vacinas. 

"O sistema [para vacinação] já existe. Quando distribuir as vacinas, rapidamente chega na ponta da linha e vai vacinar todo mundo. Mas eu preciso de grandes quantidades. E só tem grandes quantidades produzidas no Brasil."

A Fiocruz tem planos de envasar com insumos importados 100,4 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca até junho. A partir de então, com matéria-prima nacional, passará a produzir outras 100 milhões de doses.

Já o Instituto Butantan tem capacidade para fornecer ao Ministério da Saúde 100 milhões de doses da CoronaVac neste ano, sendo que 46 milhões já foram compradas pelo governo federal — há opção de compra do restante, a depender da necessidade.

Em dezembro, o Ministério da Saúde já havia dito ao STF (Supremo Tribunal Federal) que tinha condições de disponibilizar as vacinas em todo o país cinco dias após a autorização da Anvisa.

No entanto, a pasta acrescentou que é de responsabilidade dos governos dos estados e do Distrito Federal o encaminhamento dos imunizantes aos municípios.

No pronunciamento de hoje, Pazuello também pediu aos prefeitos que garantam que as salas de imunizações estejam preparadas.

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