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Saúde Vacinação contra o sarampo evitou 25 milhões de mortes no mundo

Vacinação contra o sarampo evitou 25 milhões de mortes no mundo

Relatório de órgão de saúde dos EUA mostra que, desde 2000, as mortes diminuíram 62%, mas nenhuma região alcançou a eliminação da doença

  • Saúde | Do R7

O sarampo voltou a circular no Brasil em 2018, causando surto em 2019

O sarampo voltou a circular no Brasil em 2018, causando surto em 2019

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A vacinação contra o sarampo evitou a morte de 25 milhões de pessoas no mundo, de acordo com um relatório do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) do governo dos Estados Unidos, divulgado nesta quinta-feira (12).

O documento, que faz uma análise entre os anos de 2000 e 2019, ressalta que entre 2000 e 2016 a incidência anual da doença havia diminuído globalmente.

Vale ressaltar que no Brasil o sarampo havia sido considerado eliminado em 2016 e voltou a circular em 2018. No entanto, o relatório aponta que a incidência da doença voltou a crescer em todas as regiões do mundo entre 2017 e 2019. 

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Desde 2000, as mortes estimadas por sarampo diminuíram 62%, mas nenhuma região monitorada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que abrange 194 países, alcançou e manteve a eliminação do vírus.

O programa de eliminação do sarampo é realizado pelo CDC em conjunto com o  Departamento de Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos da OMS. 

Em 2019, todos os países realizaram campanhas de vacinação e testes padronizados para o sarampo. Mas apenas 52% alcançaram a meta de cobertura vacinal. 

'Retrocesso'

O órgão norte-americano avalia que o ressurgimento global de surtos da doença a partir de 2017 "marcou um retrocesso significativo no progresso em direção à eliminação global do sarampo".

"Em comparação com o mínimo histórico de casos notificados em 2016, os casos de sarampo notificados aumentaram 556% em 2019, com aumentos no número de casos notificados e incidência em todas as regiões da OMS. A mortalidade global estimada pelo sarampo aumentou quase 50% desde 2016", exemplifica o CDC.

O motivo para isso simplesmente "foi a falha na vacinação", segundo o CDC. O surto no Brasil, acrescentam os autores, "foi causado por lacunas de imunidade não identificadas anteriormente, reveladas por transmissão sustentada após múltiplas importações de vírus do sarampo do surto na vizinha Venezuela".

A pandemia da covid-19 neste ano dificultou mais ainda que governos mantenham controle dos programas de imunização. Para isso, será necessário recuperar os serviços de vacinação, salienta o CDC.

Mas não será uma tarefa fácil. No estado de São Paulo, por exemplo, as campanhas de vacinação contra a poliomielite em crianças de até cinco anos e de multivacinação de cinco a 13 anos estão longe de atingir o patamar desejado.

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