Saúde Vacinação é aliada de quem tem insuficiência cardíaca. Entenda

Vacinação é aliada de quem tem insuficiência cardíaca. Entenda

Nesta sexta-feira (9), Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, entenda como prevenir o problema e as principais causas

  • Saúde | Hysa Conrado, do R7

Quem tem insuficiência cardíaca pode apresentar pressão baixa devido a alterações vasculares

Quem tem insuficiência cardíaca pode apresentar pressão baixa devido a alterações vasculares

Reprodução/Freepik

As vacinas que protegem contra a gripe, a covid-19 e a pneumonia são grandes aliadas de quem tem insuficiência cardíaca. Isso porque, segundo explica o cardiologista João Vicente, médico do Hospital Sírio Libanês, a vacinação impede que o paciente desenvolva quadros graves das doenças, evitando, assim, uma sobrecarga no coração. 

“Um paciente que tem insuficiência cardíaca controlada pode ter covid-19 e desenvolver para uma pneumonia tão grave que o descompensa. Ao descompensar a insuficiência cardíaca, a vida dele fica em risco. Então, uma outra justificativa para tomar a vacina, é para prevenir doenças que já existem, para elas não se complicarem”, afirma o especialista.

Ele ressalta, ainda, que ao priorizar pessoas com comorbidades na vacinação contra o coronavírus, a intenção era justamente evitar que pacientes portadores de outras doenças pudessem desenvolver quadros graves que os colocariam ainda mais em risco. 

O que causa insuficiência cardíaca?

A insuficiência cardíaca é desencadeada por algum evento grave no coração e pode acometer pessoas de qualquer idade. De acordo com o cardiologista, a principal causa é o infarto agudo do miocárdio, que provoca uma lesão aguda no órgão e deixa suas funções prejudicadas.

“Quando o paciente tem insuficiência cardíaca, o coração cresce, dilata, enfraquece e perde a capacidade de contração. Então, ele não consegue bombear sangue para todos os órgãos do organismo”, explica.

A miocardite, um tipo de inflamação no coração, também pode causar a insuficiência. O cardiologista ressalta que a inflamação é mais comum em grávidas, por causa das alterações hormonais, e em pessoas que tiveram covid-19 na forma grave.

“O paciente que tem insuficiência cardíaca, em decorrência do coração crescido, geralmente tem algumas alterações vasculares e de pressão, o que faz com que sua pressão caia. O principal sintoma é a falta de ar, então ele apresenta canseira para fazer as atividades diárias, como subir escadas, pentear o cabelo e escovar os dentes. Sintomas que limitam sua capacidade física”, explica o médico.

Como prevenir?

Para preservar a saúde do coração, a recomendação do especialista é de manter uma alimentação saudável, evitando o consumo de açúcar, farinhas brancas e gorduras em excesso, além de evitar o tabagismo e manter uma prática regular de atividades físicas. Desta forma, é possível evitar, também, problemas como pressão alta e diabetes, que contribuem para o adoecimento do coração.

“O fato que mais causa insuficiência cardíaca é o entupimento das artérias do coração, o infarto, e são vários fatores que levam a isso, como a pressão alta, que faz com que o coração cresça e o enfraquece. Então, uma das medidas importantes é o controle da pressão arterial, do açúcar no sangue e do colesterol”, afirma Vicente.

Além disso, é importante que o paciente faça exames de rotina para avaliar possíveis intercorrências no coração e, assim, tratar não só a insuficiência cardíaca, mas problemas que podem agravar e lesionar o órgão. 

“Geralmente o paciente com insuficiência cardíaca morre de morte súbita, mas hoje alguns medicamentos têm uma eficácia muito grande para prevenir essas complicações e, consequentemente, fazer com que ele viva mais. A insuficiência cardíaca tem um início, um meio e um fim, então é necessário que os pacientes saibam disso”, afirma Vicente.

O especialista destaca que medicamentos usados no tratamento contra o diabetes têm se mostrado eficazes para tratar, também, a insuficiência cardíaca, reduzindo a mortalidade dos pacientes.

“São medicamentos novos que têm se associado aos medicamentos que já estão consagrados na literatura, diminuindo a mortalidade dos pacientes que têm diabetes, como dos que não têm”, afirma o médico.

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