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Saúde Vacinados contra covid poderão se reunir sem máscara nos EUA

Vacinados contra covid poderão se reunir sem máscara nos EUA

Diretriz dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças diz que também não há necessidade de distanciamento entre imunizados

  • Saúde | Da EFE

Com avanço da vacinação, EUA também flexibilizam medidas para pessoas já imunizadas

Com avanço da vacinação, EUA também flexibilizam medidas para pessoas já imunizadas

Jeenah Moon/Reuters

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos publicaram nesta segunda-feira (8) as esperadas recomendações para os vacinados contra a covid-19, que poderão se reunir com outros imunizados sem risco à saúde sem máscara e em lugares fechados, desde que com precaução.

Os EUA, imersos na campanha de vacinação contra a doença, já autorizaram os imunizantes desenvolvidos por Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson: os dois primeiros requerem duas doses, já o terceiro consiste em uma.

Até o momento, 59 milhões de pessoas receberam ao menos uma dose de alguma das vacinas nos EUA, enquanto 31 mlhões — 9,2% da população — estão completamente imunizados.

Em entrevista coletiva diária da equipe de especialistas contra a covid-19 da Casa Branca, a diretora dos CDC, Rochelle Walensky, explicou as principais recomendações para as pessoas completamente vacinadas, ou seja, que receberam a segunda dose das vacinas de Pfizer ou Moderna, ou a única do imunizante da Johnson & Jonhson, há pelo menos duas semanas.

Os CDC destacaram que as pessoas completamente vacinadas podem se reunir em "pequenos grupos" em lugares fechados, sem usar máscara nem praticar distanciamento social.

"Se você e um amigo, ou um membro da família estão vacinados, podem jantar juntos, sem máscara nem distanciamento social. Pode visitar os seus avós, caso você e eles estejam vacinados", detalhou Walensky.

Vacinados com não vacinados

EUA estão utilizando vacinas da Pfizer/BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson

EUA estão utilizando vacinas da Pfizer/BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson

Luis Robayo/AFP

Os CDC contemplam duas situações: não vacinados com alto risco de sofrer complicações por covid-19 e os que não têm alto risco.

Walensky disse que "as pessoas vacinadas por completo podem visitar pessoas não vacinadas de outra casa em um lugar fechado sem usar máscaras nem manter distanciamento social, caso os não vacinados não tenham alto risco de covid-19 grave".

A diretora dos CDC comentou que os não vacinados sem alto risco são pessoas com menos de 65 anos e que não sofram de alguma doença anterior, como câncer, diabetes ou problemas cardíacos.

"Se os avós estiverem vacinados, podem vistar a filha e a família, mesmo se eles não estiverem vacinados, contanto que não corram risco grave", exemplificou.

No entanto, se forem pessoas não imunizadas com fatores de risco, os vacinados precisam usar máscara, manter o distanciamento e se reunir com elas em ludfares ao ar livre ou bem ventilados.

"Isto é recomendado para manter seguros os indivíduos em alto risco e não vacinados", complementou.

Estou vacinado, preciso fazer quarentena?

Em relação aos imunizados que foram expostos a alguém com covid-19, os CDC indicam que não é necessário fazer quarentena ou testes desde que não apresentem sintomas.

Walensky acrescentou que os CDC estão "reajustando" as recomendações de viagem, mas lembrou que os Estados Unidos e o mundo ainda estão no meio de uma grave pandemia e que "90% da população ainda não está totalmente vacinada".

"Todas as pessoas, vacinadas ou não, devem evitar grandes ou médias reuniões, assim como viagens não essenciais. Quando em espaços públicos, devem continuar com máscaras bem ajustadas, distanciamento social e seguindo outras medidas de saúde pública para protegerem a si próprios e aos outros", afirmou.

A vacina é eficaz?

Walensky observou que dados clínicos "robustos" mostram que "as vacinas atuais contra a covid-19 estão sendo altamente eficazes na proteção das pessoas vacinadas contra doenças graves, hospitalização ou morte.

Mesmo assim, existe ainda "um pequeno risco" de que as pessoas imunizadas possam ser infectadas com a doença e ficar assintomáticas ou com uma doença leve, o que poderia transmitir o vírus para aqueles que não estão vacinados.

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