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Saúde Vacinas de Oxford e Pfizer têm 87% de eficácia com 1ª dose, diz estudo

Vacinas de Oxford e Pfizer têm 87% de eficácia com 1ª dose, diz estudo

Pesquisa foi realizada na Coreia do Sul com idosos a partir de 60 anos; vacina de Oxford já é aplicada no Brasil e Pfizer tem registro

Reuters
A vacina de Oxford está sendo aplicada no Brasil desde janeiro contra a covid-19

A vacina de Oxford está sendo aplicada no Brasil desde janeiro contra a covid-19

Richard Wainwright/EFE/EPA - 03.05.2021

Uma dose da vacina de Oxford e da vacina da Pfizer demonstraram eficácia de 86,6% na prevenção de infecções de covid-19 entre idosos com 60 anos ou mais, segundo dados divulgados pela Coreia do Sul nesta quarta-feira (5).

Segundo a Agência Coreana de Controle e Prevenção de Doenças (KDCA), a eficácia da vacina da Pfizer, desenvolvida em conjunto com a BioNTech, foi de 89,7% pelo menos duas semanas após a administração da primeira dose, enquanto a injeção da vacina de Oxford foi de 86%.

A análise é baseada em mais de 3,5 milhões de pessoas na Coreia do Sul com 60 anos ou mais por dois meses a partir de 26 de fevereiro e incluiu 521.133 pessoas que receberam a primeira dose de Pfizer ou da vacina de Oxford.

Foram registrados 1.237 casos de covid-19, sendo apenas 29 do grupo vacinado, afirmou o KDCA.

“Foi demonstrado que as duas vacinas oferecem alta proteção contra a doença após a primeira dose. (As pessoas) devem receber o esquema vacinal completo de acordo com o recomendado, pois a taxa de proteção aumentará ainda mais após uma segunda dose”, disse.

As descobertas ocorrem no momento em que a Coreia do Sul busca angariar participação em sua campanha de imunização, depois que relatórios sobre possíveis problemas de segurança desencorajaram algumas pessoas a serem vacinadas.

“Cerca de 95% das pessoas que morreram de coronavírus em nosso país eram idosos com 60 anos ou mais, e as vacinas reduzirão drasticamente os riscos para essas pessoas”, disse Yoon Tae-ho, funcionário do Ministério da Saúde, em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira.

Yoon disse que a possibilidade de efeitos colaterais, incluindo a coagulação do sangue, é “extremamente baixa” e, em sua maioria, curáveis.

Até agora, a Coreia do Sul vacinou 6,7% de sua população de 52 milhões, mas estabeleceu uma meta ambiciosa de aplicar vacinas em 70% de sua população até setembro e alcançar a imunidade coletiva em novembro.

A partir desta quarta-feira, os sul-coreanos que estiverem totalmente vacinados e apresentarem um teste covid-19 negativo e nenhum sintoma serão isentos da quarentena obrigatória de duas semanas no retorno de suas viagens ao exterior, para incentivar mais vacinações.

O KDCA relatou 676 novos casos de covid-19 a partir da meia-noite de terça-feira (4), elevando o total de infecções no país para 124.945, com 1.847 mortes.

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