Coronavírus

Saúde Vacinas de RNA reduzem risco de covid assintomática

Vacinas de RNA reduzem risco de covid assintomática

Resultado é de estudo conduzido nos EUA com pessoas que receberam imunizantes da Pfizer e da Moderna

Pesquisa envolveu teste de covid semanal nos participantes, mesmo sem sintomas de covid

Pesquisa envolveu teste de covid semanal nos participantes, mesmo sem sintomas de covid

Yves Herman/Reuters - 27.01.2021

Um estudo feito pelo CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos) com 3.950 profissionais de saúde que receberam vacinas de RNA mensageiro da Pfizer/BioNTech ou da Moderna concluiu que elas "podem reduzir o risco de todas as infecções por SARS-CoV-2, não apenas infecções sintomáticas".

No comunicado, divulgado na segunda-feira (29), o CDC salienta que os resultados são animadores porque "a prevenção de infecções assintomáticas e pré-sintomáticas entre profissionais de saúde e outros profissionais essenciais por meio da vacinação pode ajudar a prevenir a disseminação do SARS-CoV-2 para aqueles que cuidam ou servem".

O estudo é um dos mais fieis já realizados com vacinas contra covid-19 porque envolvia uma autocoleta de secreção da orofaringe toda semana, independentemente de terem apresentado sintomas da doença. As amostras eram submetidas a exame RT-PCR para detecção do coronavírus.

Nas maioria dos estudos conduzidos até o momento, o principal sinal para que um voluntário fosse testado era o aparecimento dos sintomas.

"Um pequeno número (10,7%) das infecções neste estudo foram assintomáticas (ou seja, não resultaram em sintomas). No entanto, a maioria das infecções (58%) ocorreu entre pessoas que foram identificadas por meio de testes antes de desenvolverem os sintomas ou saberem que estavam infectadas [pré-sintomáticos]."

Além disso, o CDC identificou uma taxa de proteção de média contra covid-19 de 90% duas semanas após a segunda dose para ambas vacinas.

"Após uma única dose de qualquer uma das vacinas, o risco dos participantes de infecção com SARS-CoV-2 foi reduzido em 80% duas ou mais semanas após a vacinação", observa o órgão.

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