Coronavírus

Saúde Variante Delta torna imunidade de grupo impossível, diz cientista

Variante Delta torna imunidade de grupo impossível, diz cientista

Andrew Pollard, do Centro de Vacinas de Oxford, foi um dos pesquisadores do imunizante da AstraZeneca

Agência EFE
Pollard (foto) afirmou que covid-19 passará de doença 'epidêmica' para 'endêmica'

Pollard (foto) afirmou que covid-19 passará de doença 'epidêmica' para 'endêmica'

Henry Nicholls/Reuters

O diretor do Centro de Vacinas da Universidade de Oxford, Andrew Pollard, alertou nesta terça-feira (10) que alcançar a imunidade de grupo contra o coronavírus "não é uma possibilidade", uma vez que a variante Delta se torne dominante.

Pollard, que liderou o projeto da vacina covid-19 da AstraZeneca com a imunologista Sarah Gilbert, disse a um comitê parlamentar inglês que os programas de vacinação não deveriam ser baseados na ideia de alcançar tal "imunidade coletiva".

"Nós sabemos claramente que com a variante atual do coronavírus, a Delta, [o vírus] continuará a infectar as pessoas que foram vacinadas, e isso significa que qualquer pessoa que ainda não foi vacinada em algum momento encontrará o vírus", disse o cientista aos deputados.

Ele afirmou ainda que no futuro “pode surgir uma variante que talvez seja ainda mais transmitida entre as populações vacinadas”, portanto “isso fornece ainda mais razões para não girar os programas de vacinação em torno da imunidade de grupo”.

Daqui a seis meses, Pollard acredita que no Reino Unido haverá uma "fase de consolidação" na luta contra o vírus e que a covid-19 passará de uma doença "epidêmica" a "endêmica".

A agência de saúde pública da Inglaterra (NHS), publicou na semana passada um relatório com alerta de indícios de que “os níveis do vírus nas pessoas vacinadas que estão infectadas com a Delta podem ser semelhantes aos que são detectados em pessoas não vacinadas ", o que afeta a facilidade de transmissão do patógeno.

Entre quase 1.500 pacientes hospitalizados com a variante delta no Reino Unido desde 19 de julho, 55,1% não foram vacinados, enquanto 34,9% receberam o regime completo, observou aquele relatório.

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