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Saúde Variante sul-africana escapa de proteção da vacina de Oxford

Variante sul-africana escapa de proteção da vacina de Oxford

Estudo publicado em periódico científico nesta sexta-feira aponta eficácia baixa contra casos leves e moderados da doença

OMS diz que vacina ainda pode ter papel importante na prevenção de casos graves de covid-19

OMS diz que vacina ainda pode ter papel importante na prevenção de casos graves de covid-19

Yves Herman/Reuters

Um estudo publicado nesta terça-feira (16) no periódico científico The New England Journal of Medicine confirma que a variante do coronavírus descoberta no ano passado na África do Sul (B.1.351) escapa da proteção conferida pela vacina Oxford/AstraZeneca.

As informações do estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Witwatersrand, já haviam sido divulgadas no mês passado, mas agora foram divulgadas de forma oficial.

Os cientistas constataram, com base em amostras de voluntários que receberam a vacina de Oxford, que o imunizante garante uma proteção que varia entre 21,9% e 10,4% contra a variante da África do Sul, a depender do recorte.

"Um regime de duas doses da vacina ChAdOx1 nCoV19 [nome científico] não mostrou proteção contra covid-19 leve a moderada causada pela variante B.1.351", anotam os autores.

Antes mesmo da publicação do artigo, o governo da África do Sul já havia decidido tirar a vacina Oxford/AstraZeneca do programa de imunização.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) considerou precipitada a determinação do país e afirmou que ainda que não proteja contra casos leves e moderados, a vacina pode ter um papel importante na redução de casos graves de covid-19.

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