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Saúde Voluntários da vacina Sputnik V não receberão mais placebo

Voluntários da vacina Sputnik V não receberão mais placebo

'Tudo lá foi provado e a pandemia continua, então um placebo não faz nenhum bem', disse diretor do Instituto Gamaleya

Reuters
Sputnik foi a 1ª vacina aprovada na Rússia

Sputnik foi a 1ª vacina aprovada na Rússia

Maxim Shipenkov/EFE/EPA - 05.12..2020

O Instituto Gamaleya, de Moscou, que desenvolveu a primeira vacina contra covid-19 da Rússia, informou nesta quarta-feira (23) que os voluntários de seus testes de estágio avançado de larga escala da vacina Sputnik V não receberão mais placebos, relatou a agência de notícias RIA.

Alexander Ginsburg, o diretor do instituto, disse que o Ministério da Saúde autorizou a suspensão da administração de placebos a novos voluntários do teste de fase 3 do imunizante.

"Tudo lá foi provado e a pandemia continua, então um placebo não faz nenhum bem", disse Ginsburg, segundo a RIA.

Ele acrescentou que gostaria de identificar aqueles que já receberam um placebo e lhes oferecer uma vacinação, "mas ainda não está claro se a agência reguladora permitirá isso".

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A Rússia disponibilizou a vacina Sputnik V a médicos e outros trabalhadores da linha de frente em Moscou neste mês. Mais de 200 mil pessoas já foram vacinadas.

Dados provisórios de testes publicados na semana passada mostraram que a Sputnik V, que agências reguladoras russas aprovaram em agosto depois de menos de dois meses de testes em humanos, tem eficácia de 91,4%.

A autorização de emergência não esperou os resultados do teste de estágio avançado, que é o padrão a ser seguido, como de praxe.

No estágio avançado, um número grande de voluntários recebe aleatoriamente ou a vacina ou uma injeção de controle de placebo, sem saber qual recebeu, e seus índices de infecção são comparados depois de um número suficiente ter sido infectado no ambiente natural.

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