febre amarela
Saúde Zoológico de São Paulo transfere macacos para área protegida  

Zoológico de São Paulo transfere macacos para área protegida  

Local, que abriga 165 primatas, não confirma número de animais deslocados para ambiente protegido com telas dentro do próprio zoológico

Zoológico de São Paulo transfere macacos para área protegida  

O Zoológico de São Paulo informa que “alguns primatas foram transferidos para áreas controladas, com barreiras físicas e ambientais, dentro do próprio zoológico” para proteção contra a febre amarela. O local, que fica dentro do Parque Estadual Fontes do Ipiranga, foi fechado temporariamente nesta terça-feira (23), junto com outras instituições que também estão inseridas no parque, como Jardim Botânico e o Cientec (Parque de Ciência e Tecnologia da USP), após morte confirmada de um bugio pela doença.

Maior zoológico do país, abriga 165 macacos, porém o local não confirmou se todos os animais foram transferidos. De acordo Marcos Boulos, da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria, o macaco morto não pertencia ao zoológico e provavelmente fazia parte do tráfico de animais. "O macaco deve ter sido abandonado na região do Parque próximo ao zoológico após ter ficado doente", afirma.

A morte do macaco levou à ampliação da campanha de vacinação, que tem início nesta quinta-feira (25), para mais quatro bairros da zona sul: Jabaquara, Cidade Ademar, Cursino e Sacomã. A estimativa, segundo a secretaria, passa a 9 milhões de pessoas a serem vacinadas de 25 de janeiro a 24 de fevereiro no Estado de São Paulo.

Outros 16 bairros já estão no mapa da dose fracionada: Capão Redondo, Cidade Dutra, Grajaú, Jardim São Luís, Pedreira, Socorro, Vila Andrade e Campo Limpo, na zona sul, e Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Guaianazes, Iguatemi, José Bonifácio, Parque do Carmo, São Mateus e São Rafael, na zona leste.

A campanha será realizada em 54 cidades do Estado que compreende Grande São Paulo, Vale do Paraíba e Baixada Santista, áreas onde ainda não foi detectada a circulação do vírus. Nos sábados de 3 e 17 de fevereiro, chamados de “Dia D” pela Secretaria Estadual de Saúde, os postos de saúde envolvidos na campanha funcionarão em regime especial para atender à população. No total, a previsão é que 21,8 milhões de pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia recebam a dose fracionada da vacina.

A capital não tem registro de casos humanos da doença, mas casos de mortes de macacos em locais como o Horto Florestal, na zona norte, onde 17 famílias de bugios foram exterminadas. O Horto Florestal, o Parque da Cantareira e o Parque Ecológico do Tietê chegaram a ser fechados no ano passado, mas no último dia 10 foram reabertos pela Secretaria Estadual da Saúde.
Desde julho do ano passado, 35 casos da doença foram registrados no país, com 20 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde. Desde o início de 2017, o Estado de São Paulo registrou 81 casos, sendo 36 mortes.