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Tecnologia e Ciência Algoritmo da Nasa auxilia biólogos a salvar tubarões-baleia

Algoritmo da Nasa auxilia biólogos a salvar tubarões-baleia

Plataforma criada por biólogo conta com a contribuição de mais de 70 mil pessoas de 50 países diferentes para rastrear a espécie

Mais de 70 mil voluntários estão alimentando plataforma criada por biólogo

Mais de 70 mil voluntários estão alimentando plataforma criada por biólogo

Flickr

Pessoa de diversos países estão auxiliando pesquisadores a salvar tubarões-baleia da extinção ao enviar fotos e vídeos que são analisados por algoritmos de uma ferramenta da Nasa, agência espacial norte-americana.

Para ajudar na coleta de dados, o biólogo marinho australiano Brad Norman criou o The Wildbook for Whale Sharks, um site que armazena fotos desta espécie de tubarão a fim de identificar os animais nos oceanos.

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O sistema desenvolvido pelo biólogo conta com uma tecnologia da Nasa que mapeia a movimentação dos tubarões-baleia e permite um rastreamento. Uma vez dentro do site, as imagens enviadas são analisadas por um algoritmo que verifica a presença de listras e manchas na pele do animal, que são únicas e funcional como a impressão digital nos humanos.

Essa tecnologia foi utilizada pela primeira vez no Telescópio Hubble e funciona também com os tubarões-baleia porque as marcas na pele dessa espécie formam padrões que podem ser comparados aos das estrelas no espaço.

Ao todo, já são mais de 70 mil pessoas de 50 países diferentes contribuindo com imagens e vídeos, o que faz com que a plataforma desenvolvida por Brad seja considerada um dos maiores projetos de conservação coletiva do mundo.

“Eu só posso estar em um lugar de cada vez. Por isso é muito importante o público estar auxiliando o nosso projeto", ressalta Brad Norman em entrevista à CNN.

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Os tubarões-baleia estão em perigo de extinção, e estudos apontam que a população da espécie diminuiu cerca de 50% nos últimos 75 anos. Estes animais ainda são alvo da indústria pesqueira, capturados principalmente por conta das suas barbatanas, que são iguarias em algumas regiões da Ásia. Além disso, eles também são ameaçados pela exploração de petróleo e pelas mudanças climáticas.

Os tubarões-baleia podem ter até 20 metros de comprimento, mas, apesar de todo este tamanho, eles não apresentam riscos aos nadadores. Eles se alimentam de plâncton e pequenos animais marinhos, e navegam a uma velocidade de cerca de 5 quilômetros por hora.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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