Após conflito militar no Himalaia, Índia proíbe 118 apps da China

É a segunda onda de aplicativos proibidos no país após disputas militares em fronteiras. Governo alega "risco à soberania" nacional

Aplicativos serão retirados de lojas e banidos de servidores do país

Aplicativos serão retirados de lojas e banidos de servidores do país

Reuters/Dado Ruvic

O governo indiano proibiu 118 aplicativos de smartphone chineses após os dois países se envolverem em um conflito militar por disputas fronteiriças no Himalaia. Entre os apps, estão o famoso game Playerunknown's Battlegrounds e o buscador Baidu.

Um comunicado enviado à imprensa descreve esses apps como "ameaças à integridade e soberania". A mensagem, divulgada pelo Ministério de Eletrônica e Tecnologia da Informação do país, pede aos usuários que já baixaram os apps, que os bloqueiem o mais rápido possível.

O governo afirma que recebeu diversas reclamações sobre atividades indevidas desses apss, incluindo "roubo e transmissão indevida de dados". As declarações do governo não citam diretamente o governo chinês, mas a lista pública só inclui aplicativos bloqueados da China.

Não é a primeira vez que o governo da Índia toma medidas do tipo. Em junho, o governo do país proibiu outros 59 apps chineses, em meio ao mais grave conflito militar envolvendo os dois países. A lista incluía os mais importantes aplicativos do país, como o TikTok e o WeChat.

Na época, o governo Trump aplaudiu a iniciativa. De acordo com o jornal Hindustan Times, o secretário de Estado Mike Pompeo afirmou que o bloqueio dos aplicativos chineses "aumentou a segurança da Índia".

Autoridades americanas reiteraram que aplicativos da China "coletam dados de usuários de forma indevida". Um comunicado do TikTok na Índia, feito em junho, afirmou que a empresa “não compartilhou nenhuma informação de usuários na Índia com nenhum governo estrangeiro, incluindo o governo chinês".

Não se sabe exatamente como esse bloqueio será feito, mas o site da Forbes lembra que, em junho, todos os apps listados foram retirados das lojas de aplicativos do Google e Apple, além de bloqueados por servidores de internet do país.

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